Duplas da Ipiranga RCM superam problemas e pontuam na raça

O quinto lugar da dupla Thiago Camilo/Lucas Di Grassi entre os 33 concorrentes da corrida de abertura da temporada 2015 da Stock Car não é um resultado ruim, mas a frustração dos pilotos do Chevrolet número 21 da Ipiranga RCM ao fim de 55 minutos de batalha no autódromo de Goiânia era flagrante, e tinha uma explicação.

“A gente tinha carro no mínimo para estar no pódio. Fizemos uma boa estratégia, mas tivemos alguns problemas com o encaixe do volante e com o cinto de segurança na hora que eu passei o carro para o Lucas, e perdemos cerca de dez segundos no pit stop. Isso nos tirou da briga pela vitória, o que é frustrante quando você tem carro para vencer, mas pelo menos começamos o ano pontuando. Nossa equipe é sempre uma das melhores nos pits. Se hoje as coisas não deram certo, vamos para a próxima, acertamos e erramos juntos”, disse Thiago Camilo, que fez a primeira parte da corrida.

O piloto titular do carro 21 largou em quinto, chegou a perder uma posição e cruzou a primeira volta em quinto. Quando a janela de pit stops se abriu, na 12ª volta, Camilo já estava em terceiro, depois de ultrapassar Valdeno Brito e Átila Abreu. O piloto da Ipiranga RCM foi o último dos líderes a parar, e liderava.

Após os problemas na parada, Lucas Di Grassi voltou à pista em oitavo e ganhou três posições para cruzar a linha de chegada em quinto. O ex-piloto de Fórmula-1, que atualmente é piloto da Audi no campeonato mundial de endurance e disputa i título da Fórmula E, participou de uma disputa acirrada com os convidados de Cacá Bueno e Allam Khodair e chegou a estar em terceiro na penúltima volta, mas sem ‘tiros’ do botão de ultrapassagem, acabou cedendo as posições.

Galid Osman, que dividiu o Chevrolet número 28 da Ipiranga RCM com Beto Monteiro, largou em 11º, ficou preso atrás de Lucas Foresti e caiu para 21º. Ganhou várias posições e na volta do pit stop, Monteiro, duas vezes campeão da Fórmula Truck (2004 e 2013), estava em 16º. No meio de uma disputa selvagem, da qual participou, entre outros, o campeão da Fórmula-1 (1997) Jacques Villeneuve, Monteiro não só sobreviveu como ganhou posições para cruzar a linha de chegada em 12º e marcar um ponto.

“Nossa corrida praticamente acabou quando fiquei preso atrás do Foresti na largada. Nosso carro acabou todo quebrado, marcar um ponto foi um prêmio para o nosso esforço de guerra. Parabenizo meu companheiro, que eu já sabia que é um grande piloto, pela raça que ele mostrou”, disse Galid.