WEC altera regras do EoT para equilibrar Toyota com as equipes privadas

O Campeonato Mundial de Endurance (WEC) está se movendo para nivelar o grid entre a Toyota e os outros carros da LMP1 não híbridos, fazendo mudanças nas conversas regras de Equivalência de Tecnologia.

Os ajustes acontecem depois do domínio da Toytota em Le Mans, onde o líder TS050 HYBRID terminou 12 voltas à frente do melhor dos privados, o #3 Rebellion R-13.

Isso levou a FIA e o Automobile Club de I’Ouest fazerem esforços para diminuir a diferença de desempenho entre os Toyotas e os não-híbridos, o que levou a uma série de mundaças na EoT para a corrida do WEC em Silverstone no mês que vem.

O mais significativo deles é que a vantagem de 0,25% em ‘laptime’ prometida à Toyota sobre seus oponentes privados, que valeria a metade de uma volta em Le Mans, foi eliminada.

Além disso, o fluxo de combustível para os não-híbridos foi aumentado para 115kg/h – acima dos 108kg/h em Le Mans – enquanto o diâmetro do restritor da plataforma de combustível também foi aumentado.

Os carros normalmente aspirados – os dois Rebellion R-13-Gibson e o único DragonSpeed BR Engineering BR1 – também receberam uma quebra de peso de 15 kg.

Um comunicado do WEC explicou que as mudanças foram projetadas para “garantir uma categoria superior atraente e alcançar o melhor equilíbrio possível entre o potencial de desempenho de carros usando tecnologias híbridas e não-híbridas.”

O delegado técnico da ACO, Thierry Bouvet, acrescentou: “Como resultado dos estudos realizados neste inverno, fornecemos às equipes particulares um fluxo de combustível para ajudá-las a alcançar níveis de desempenho próximos aos dos carros híbridos.

“Aproveitamos então as informações concretas recolhidas durante o Prologue, a primeira rodada em Spa e o dia de testes em Le Mans. Como os concorrentes sabem, nem tudo pode ser previsto em Le Mans.

“Por exemplo, entre o dia de teste e a qualificação em Le Mans, o tempo mais rápido na categoria LMP2 melhorou em 2,4 segundos em comparação com 0,2 segundos para os LMP1s não híbridos.

“Vários fatores podem explicar isso, como diferentes condições de pista ou porque as equipes não querem comprometer a confiabilidade.

“Finalmente, vários parâmetros contextuais também podem ter afetado certas estimativas de EoT.”