20 anos: Rossi estreava na MotoGP com Honda de Doohan, volta mais rápida… e queda

Nesta quinta-feira um momento histórico do esporte a motor completa duas décadas. Foi em 19 de março de 2000 que a Mundial de Motovelocidade viu em sua abertura, na África do Sul, um jovem italiano alto, esguio, de cabelo descolorido e senso de humor peculiar estreando com o número 46 na categoria principal: as 500cc. Um tal de Valentino Rossi.

Por sinal, isso faz tanto tempo que a categoria que você chama hoje de MotoGP sequer existia, assim como o nome/logo “MotoGP”, que foi divulgado pela primeira vez na história em um evento na semana desta corrida. Em vez das tecnológicas e modernas motos quatro tempos de 1000cc que temos atualmente, tínhamos as rudimentares e temperamentais máquinas dois tempos de 500cc.

Desde 1996 no mundial, Rossi havia sido campeão das 125cc e 250cc (atuais Moto3 e Moto2) em 1997 e 1999, respectivamente, o que havia chamado a atenção da Honda. Desfalcada pela séria contusão que encerrou a carreira do pentacampeão Michael Doohan no início de 1999, a equipe procurava um substituto à altura para 2000. O italiano se tornou o candidato óbvio para a vaga pelo currículo e iniciou ainda em 1999 os trabalhos com o ex-time de mecânicos de Mick, comandado pelo lendário Jeremy Burgess. Curiosidade: dois destes mecânicos trabalham com Rossi até os dias de hoje (Alex Briggs e Bernard Ansiau).

Assim, com a estrutura campeã de Doohan, Rossi chegou à pista de Welkom, na África do Sul (cujo desenho visto de cima é quase idêntico ao circuito de Brand Hatch), para estrear na classe principal com potencial de vencer já na primeira oportunidade.

Ele contava com uma moto de fábrica da Honda, entretanto alocada em um time separado, patrocinado pela cerveja italiana Nastro Azzuro. Na pintura, o tom mais chamativo de amarelo – cor oficial do “Doutor”.

E, diga-se, Rossi ainda não era Doutor em 2000, já que passou a usar “The Doctor” no macacão apenas em 2001. Nas classes inferiores, o italiano usava no macacão “Rossifumi”, em homenagem ao piloto japonês Norifumi Abe, seu herói de adolescência. Chegando nas 500cc para competir ao lado de Abe em 2000, ele mudou e correu com o menos inspirado “Valentinik” no macacão.

Rossi teve um desempenho satisfatório na classificação, abrindo a segunda fila no quinto lugar do grid (na época cada fila do grid de largada tinha quatro motos). Entretanto, se pudéssemos destacar um ponto negativo em especial dos primeiros anos de Valentino no mundial, este seria a largada. E na África do Sul em 2000 Rossi partiu notavelmente mal, despencando do quinto para o 14º lugar na primeira volta.

Porém, ele foi se recuperando. Na segunda volta, já era 11º. Na terceira, 10º. Na quinta, 8º. Na 11ª, o sexto. Uma volta depois, enquanto se aproximava rapidamente do grupo de cinco pilotos que lutava pela liderança, e a apenas 3s do líder, o italiano cometeu um erro e caiu. Mesmo com o abandono, Valentino terminou ainda com a volta mais rápida do GP, registrada na quinta passagem.

Onde Rossi poderia ter chegado se não tivesse caído? Bem, o australiano Garry McCoy, que venceu a prova, estava em nono – ou seja, atrás de Rossi – quando o italiano abandonou. Nas voltas seguintes ele iniciou uma memorável escalada no pelotão e venceu após um duelo com Loris Capirossi no fim.

Na corrida seguinte, repetição: Rossi largou na segunda fila, fez a volta mais veloz da corrida de novo enquanto, se recuperava e… terminou no chão. Ele subiu ao pódio pela primeira vez na quarta prova da temporada, na Espanha, e venceu o primeiro GP na nona etapa do mundial, na Inglaterra. Ele ainda ganhou outra corrida naquela temporada, no saudoso circuito de Jacarepaguá, e terminou o ano 2000 como vice-campeão e com 10 pódios em 16 etapas – um a mais do que o campeão Kenny Roberts Jr.

O ano de aprendizado pavimentou o caminho de Rossi rumo à história do motociclismo, com o italiano vencendo os cinco campeonatos seguintes por Honda (2001-2003) e Yamaha (2004-2005). Mas de maneira incrível e até impensável, até hoje – 20 anos depois, aos 41 anos de idade – Valentino segue na elite do motociclismo mundial levando consigo a mesma paixão, determinação e irreverência que mostrava lá atrás.

Se este é o último ano de Rossi ou não (já que até o momento não tem contrato para 2021), não importa. O italiano já conseguiu nestas duas décadas aquilo que todos querem mas pouquíssimos alcançam: a imortalidade na memória de todo fã. O Doutor é uma lenda.

 

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