Circuito Anhembi tem a maior reta do calendário

O traçado da segunda edição da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé da Fórmula Indy, que acontecerá no dia 1º de maio no Circuito Anhembi, é considerado um dos mais exigentes da temporada 2011. Os 4.080 metros de extensão da pista, que inclui trechos do Sambódromo, da Avenida Olavo Fontoura e da Marginal Tietê, mesclam curvas de média e baixa velocidade com retas longas, que proporcionam bons pontos de ultrapassagens. A Reta dos Bandeirantes, que corresponde ao trecho da Marginal, é a mais longa de todo o calendário da Fórmula Indy, com 1.500 metros de comprimento – maior inclusive que a dos circuitos ovais de alta velocidade (como Indianápolis, por exemplo). Neste trecho, os potentes carros da categoria – que têm motores V8 de 3.5 litros e que geram cerca de 650 cavalos – podem atingir a impressionante marca dos 300km/h – considerada alta para um circuito urbano.

Segundo o projetista do traçado paulistano, Tony Cotman, a reta do circuito que receberá a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé é maior que a dos superovais – casos de Indianápolis e do Texas Speedway. “Muitas retas não são longas o suficiente para uma ultrapassagem, mas nesta o carro à frente vai fazer um grande ‘buraco’ no ar atrás de si, enquanto os carros que vierem em seguida terão a vantagem do vácuo para tentar ganhar a posição”, explicou. Cotman disse que a idéia original era incluir um ‘S’ com o objetivo de diminuir a velocidade naquele trecho. Porém, para o bem do espetáculo, optou por manter a reta livre. “A ideia da chicane foi descartada porque acredito que o circuito deverá proporcionar uma corrida mais excitante sem ela”, disse.

A decisão se mostrou acertada. Na primeira edição da prova, realizada no ano passado, das 61 voltas completadas, 42 aconteceram sob bandeira verde, o que proporcionou nada menos do que 95 ultrapassagens. Metade dessas manobras aconteceu na Curva da Vitória (curva 11), imediatamente após a Reta dos Bandeirantes, antes dos pilotos apontarem para a reta de chegada. Os números foram fornecidos pela NZR Consulting, empresa controlado pela IndyCar para consultoria e projetos de circuitos e fundada por Cotman.

Inicialmente, a prova estava prevista para ter 74 voltas, mas em decorrência da chuva e do grande número de voltas sob bandeira amarela – 19 no total – atingiu o limite máximo de duas horas.

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