Teo José: a voz da Fórmula E no Brasil

”A Fórmula E é a categoria que mais cresce no mundo do automobilismo”! É assim que invariavelmente Téo José se refere à competição internacional dos carros elétricos, que tem transmissão exclusiva para o Brasil pelos canais Fox Sports. O narrador fez seu primeiro ePrix em 2018, na prova de Punta del Este, no Uruguai, em 17 de março. Foi in-loco para ver como funcionava o mundo da F-E e logo lançou esse bordão

Após 11 transmissões, Téo José já traça uma visão bem ampla e real da força da categoria no Brasil com a chegada de Felipe Massa e no mundo do automobilismo. A última corrida em 16 de fevereiro, o CBMM Niobium Mexico City E-Prix, ajudou a aumentar o interesse da categoria. A vitória do brasileiro Lucas di Grassi na última curva ultrapassando Pascal Wehrlein comprovou que a F-E é um produto atrativo para televisão, fãs e para o mercado.

”Quando a corrida chama atenção, você traz pessoas mais curiosas pra saber sobre o evento. A prova do México, com o final que teve, vai ajudar a popularizar a categoria no Brasil. Com relação ao meu trabalho também! Tendo lances espetaculares e brasileiro ganhando, ajuda muito. A corrida me deu argumentos para mostrar que a categoria é a que mais cresce no automobilismo mundial”, disse Téo José.

Isso é a Fórmula E, a categoria que mais cresce no automobilismo. Vitória show do Lucas Di Grassi , nos últimos metros. FOX Sports Brasil a casa da velocidade.

Posted by Teo José Auad on Sunday, February 17, 2019

 

A entrada de Massa, Di Grassi, Piquet e Nasr na categoria ampliam a cobertura da mídia e o interesse na categoria também. É um produto, que segundo o narrador, é agradável para o Brasil. Por isso, a responsabilidade do experiente Teo José aumenta a cada aumento de audiência da Fox. ”Tenho um desafio pessoal de ajudar na popularização. A interatividade com a hashtag no Twitter, por exemplo, prova que tem chegado muita gente nova para nos acompanhar, muitas perguntas sobre regras, carros, etc…A Fox ajuda a popularizar e os pilotos também. Tenho certeza de que vai continuar crescendo. Outro fator é a participação cada vez maior do número de fabricantes nesse mundo dos carros elétricos”.

Os motivos para aumento da atenção do público não são apenas relacionados aos pilotos brasileiros, segundo o narrador. O fator de imprevisibilidade ganha disparado. Foram quatro ePrix até agora nesta temporada e quatro vencedores diferentes. Além disso, as equipes se mostram bastante parelhas.

”Não dá pra cravar quem vai ser campeão e muito menos quem vai ganhar as corridas. Tá tudo embolado, com vencedores diferentes, incluindo as equipes. Muita gente apontava favoritos no início, como a Mahindra, BMW, DS e a gente está vendo uma igualdade muito grande. Das 11 equipes, eu vejo sete com condições reais de vencer provas. O nível de pilotos está alto! Não só equipes, mas a qualidade aumentou”.

Teo José gostou das novas regras, incluindo o Modo Ataque!. A questão da bateria também coloca mais estratégia na conta das equipes. Tudo isso deixa ainda mais imprevisível…”Me surpreendeu [modo ataque]. São corridas competitivas com muitas ultrapassagens, com indefinição do vencedor até a última volta! É muito bonito, muito legal. Só vejo coisas positivas, beleza dos carros, formato da prova, competição cada vez mais forte, etc. A categoria está no caminho certo de crescimento. É a que mais cresce no automobilismo internacional”.

Apesar de ter quatro pilotos na categoria, e dois campeões, a F-E ainda não desembarcou no Brasil. Foi quase em 2018 com o ePrix cancelado em São Paulo por causa da privatização do Anhembi. Mas a torcida de Teo José é para que isso ocorre já no ano que vem. ”A Formula E para a cidade dá muito retorno. A característica dela é de vender a cidade, pois nas duas horas de transmissão, pelo menos 15 minutos são dedicados à cidade. É um retorno expontâneo sensacional. Vai ser muito bom pra cidade brasileira que fizer esse investimento, vai popularizar a categoria! Pena que precisa de poder público. Precisa abrir a cabeça”.

Teocles José Brocos Awad começou sua carreira no rádio de Goiás em 1987 já narrando o Mundial de Motovelocidade. Depois passou pelas emissoras RBC FM e Araguaia (atual CBN). Não demorou para ingressar na TV Serra Dourada, passando por Manchete, SBT, Band e agora Fox Sports. Sua primeira transmissão de automobilismo foi 1990 na antiga rede Manchete com a etapa de Cascavel da Fórmula 3 Sul-americana. Mas foi na TV Bandeirantes que seu bordão Não Perde Mais ganhou força sendo o locutor oficial de jogos de futebol, Fórmula Truck e a IndyCar Series.