Fórmula E anuncia “fim do sorteio” para definição dos grupos de qualificação

A partir da próxima temporada, o sistema de classificação por sorteio deixará de existir, e passará a valer apenas a posição no campeonato: serão quatro grupos, com seis pilotos em cada, adaptando a inclusão da décima primeira equipe da FE, a HWA, na conta.

Os grupos sairão de acordo com o posicionamento no campeonato, e não mais por sorteio. Os seis primeiros do campeonato entram antes, e o restante em ordem decrescente.

Em entrevista ao ‘e-racing365’, o piloto da Venturi, Maro Engel, acredita que a mudança vai trazer mais emoção para as corridas, “isso provavelmente dará aos campeões uma desvantagem em média ao longo da temporada”.

O atual campeão da categoria, Lucas Di Grassi, concorda com Engel, “isso vai melhorar a corrida com certeza em algumas pistas, já que carros teoricamente mais lentos serão melhores na qualificação”.

A mudança entrará em rigor na temporada 2018/2019 da Fórmula E, que começa em Riade, dia 15 de dezembro. Nessa corrida, valerá a posição final do campeonato anterior.

Junto ao anuncio da mudança no sistema de classificação, também foi divulgada que as corridas vão ter 45 minutos de duração, em vez de 60 minutos no formato com dois carros.

Também haverá o uso obrigatório de dois níveis de potência, um regular de 200KW e um “modo de ataca” de 25KW, esse último sendo utilizado apenas em zonas especiais determinada pela FIA.

O atual sistema “joker”, não existirá mais e cada piloto poderá usar, dois motores elétricos, duas caixas de câmbio, dois inversores e um conjunto de bateria, por todo o campeonato. Quem exceder a esse limite poderá ser punido com até 20 posições no grid.

Atualmente a penalização é de 10 posições.

O sistema de regeneração de energia poderá ser usado a qualquer momento, porém o piloto que ganhar o “fanboost”, só poderá ativa-lo uma vez e apenas em “modo de ataque”.

 

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