Alberto Longo garante que Fórmula E vai correr no Brasil, mas sem prazo definido

Em conversa com Alberto Longo, cofundador da Fórmula E, a F1Mania soube mais sobre o futuro do calendário da categoria de monopostos elétricos para os próximos anos. E, principalmente, ouviu sobre as negociações que avançam para realizar uma corrida no Brasil.

A conversa com os jornalistas brasileiros começou pelo o que mais nos interessa: a possibilidade de termos uma corrida em solo tupiniquim. As negociações e boatos existem desde a primeira temporada e, agora, na sexta as conversas ainda continuam…

“Recebo ligações de várias cidades com propostas para irmos até lá realizar uma corrida da Fórmula E. Para nós, é uma grande honra receber o apoio do presidente Jair Bolsonaro como ele já demonstrou em um vídeo que gravou falando sobre a categoria”, começou Longo.

O dirigente revelou que há negociações extremamente avanças para a escolha de uma cidade, mas que ainda não chegaram na discussão comercial. “Nós correremos no Brasil, só ainda não sei quando, nem como… mas correremos na próxima temporada ou na outra”, continuou.

A verdade é que o Brasil chegou a figurar no calendário da categoria uma vez, tendo como sede São Paulo e o Sambódromo do Anhembi, mas próximo à data limite para o início da organização, veio o comunicado de cancelamento, pois havia interesse do então prefeito e agora governador do estado João Doria Jr. na privatização da área.

Apesar do fato, a capital paulista segue como uma candidata para receber uma etapa em suas ruas, enquanto sua maior rival, assim como na Fórmula 1, é a cidade do Rio de Janeiro, que tem uma proposta encabeçada por Nelsinho Piquet (“muito meu amigo”, nas palavras de Longo) em que realizaria a corrida no Parque Olímpico, também utilizado como Cidade do Rock, durante o Rock in Rio.

“Posso confirmar que no Rio seria na Cidade do Rock, pois é muito mais fácil de organizar”, revelou, depois de dizer que para que a corrida consiga ser realizada há uma necessidade logística de haver uma “grande área em linha reta para receber as garagens e paddocks com mais cerca de 45 a 50 metros de recuo” para que caiba a estrutura da Fórmula E.

“Vamos encontrar uma forma de financiar a prova no Brasil, tanto pela parte governamental, quanto pela iniciativa privada. Temos vários patrocinadores interessados, inclusive CBMM. Esperamos que um julho, quando será definido o calendário de 2020-21, a gente anuncie enfim a prova no Brasil”.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, outras cidades não reveladas concorrem à vaga, apesar de o nome de Belo Horizonte ter escapado.

Uma etapa no Brasil, no entanto, não excluiria a continuidade de Santiago, que está em seu último ano de contrato, no calendário. “É perfeitamente possível ter mais de uma corrida na América do Sul. Não temos exclusividade geográfica. Brasil e Chile são dois países muito importante para a Fórmula E”.

O Chile chegou a ser uma dúvida no calendário deste ano devido aos protestos políticos que acontecem na cidade há alguns meses.

“Os protestos começaram em 18 de outubro, tínhamos três meses para decidir se ia ter corrida aqui ou não. Tenho boas relações próximas com o governo local, com comunicação diária com os governantes locais, bem como os patrocinadores da prova. Eles sempre nos deram todas as garantias de que haveria a prova. A Fórmula E é um evento familiar e as pessoas vem para se divertir. Além disso, não há dinheiro público empregado, só iniciativa privada. Os chilenos nos receberam bem. Estamos há vinte dias aqui e não tivemos problemas”.

A conversa sobre o calendário foi além do Brasil e, quando questionado pela F1Mania, Longo revelou que “outro país, além do Brasil, que é nossa prioridade número um é o Japão, fora estes, todas as nossas principais prioridades já estão no calendário”.

Hoje o calendário cobre 14 corridas em 12 cidades diferentes, com duas rodadas duplas na abertura e encerramento da temporada. “Nosso limite são 15 corridas até, pelo menos, a temporada 8, portanto nosso limite máximo de cidades são 15, isso se decidirmos retirar as rodadas duplas, que hoje funcionam bem para a gente”, concluiu o dirigente.

 

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Confira o “especial” de vídeos para o final de semana da Fórmula E em Santiago; a F1Mania está in loco.

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