Ricciardo e Verstappen descobrem o ‘futebol raiz’ em São Paulo

Os pilotos da Red Bull Racing entraram em uma quadra de futsal pra tentar entender de onde vêm as habilidades dos jogadores brasileiros

Seja na terra, na quadra ou no asfalto, com chinelos, pedras ou traves, a raiz do futebol brasileiro é extensa. Basta reunir uma galera, ter uma bola qualquer e se divertir. É neste cenário que milhões de pessoas tiveram o primeiro contato com o esporte mais popular do País. E antes de encarar uma agenda concorrida de treinos, reuniões, entrevistas e eventos para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, os pilotos da Red Bull Racing foram ao bairro da Vila Madalena, em São Paulo, aprender e descobrir um pouco da ginga, da leveza, da cultura e dos dribles característicos do futebol pentacampeão mundial.

Para isso, os pilotos Daniel Ricciardo e Max Verstappen fizeram um verdadeiro ‘intensivão de futebol raiz’, na última quarta-feira (7), em uma quadra de futsal que, por ser o esporte mais praticado nas escolas e ponto de partida para muitos craques, como Neymar Jr, acaba ganhando bastante destaque. Os ‘professores’ dessas aulas foram os jogadores de futebol freestyle Lu ‘Caneta’ e Kelwin Alves e as atletas profissionais Ketlen Wiggers e Kelly Rodrigues, ambas do Santos F.C. “É um jogo muito mais técnico e de habilidade do que de força”, percebeu o piloto australiano logo de cara.

“Eu acho que eu fiz tudo certo e aprendi algumas coisas. Principalmente na habilidade, eu ganho do Max [Verstappen], mas ele tem um chute muito bom. É a única coisa que ele sabe fazer bem, mas é o que resulta em gols”, falou Ricciardo. “E ele corre muito – porque é mais jovem, tem a maior energia, então leva vantagem”.

Logo de cara, Ricciardo fez algumas embaixadinhas e se mostrava mais íntimo com a bola nos pés do que Max. Ao longo das aulas de dribles, os atletas até esboçaram algumas pedaladas, chapéus e carretilhas, mas o campo deles é mesmo a pista e ficar atrás do volante. De modo bem humorado, os pilotos se divertiram e, competitivos como atletas de excelência, não deram mole nas divididas durante o rachão.

“O meu time ganhou”, afirmou Max. “Mas o ponto é: o Daniel não entendeu o jogo. Ele gosta de carregar a bola com as mãos, como os australianos”, brincou Verstappen, em uma clara referência ao rugby e ao futebol australiano, bastante populares no país de origem de Ricciardo e que são, obviamente, jogados ‘com as mãos’.

“A gente praticou uns dribles e malabarismos antes do jogo. Eu consigo fazer tudo isso jogando FIFA – mas lá os jogadores são mais habilidosos do que eu! Aí ,quando começa a partida, você acaba recorrendo aos velhos hábitos, que são: correr e tentar fazer gols. Foi legal ver como funciona o jogo e deu pra suar um pouco”, completou Verstappen.

Se os pilotos vão aproveitar as novas habilidades que só o futebol brasileiro poderia dar a eles, não sabemos, mas é fato que Daniel Ricciardo e Max Verstappen se divertiram um monte na quadra. E este talvez seja o melhor jeito de relaxar antes da penúltima etapa do Mundial de Fórmula 1, que será disputada neste domingo (11), em Interlagos, a partir das 15h10 (de Brasília).