Ericsson lamenta a hora que está saindo da Sauber

A Sauber encontrou seu rumo, mas Marcus Ericsson mostrou que para ele, o momento é “obviamente decepcionante”.

O sueco juntou-se à Sauber em 2014 e esteve com a equipe em tempos difíceis, incluindo uma temporada com a menor pontuação em 2016.

Este ano, porém, tendo se juntado à Alfa Romeo, a Sauber está muito mais para cima.

A equipe conseguiu 36 pontos em relação aos cinco do ano passado, e está em oitavo no campeonato.

Mais ganhos são esperados para a próxima temporada, mas Ericsson não vai competir, terá a função de piloto de testes, com Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, como titulares.

“É claro que foi difícil aceitar”, disse Ericsson à Autosport.

“Eu pensei que ia ficar, mas obviamente também entendi as razões, com um piloto como o Kimi se tornando disponível, a outra vaga obviamente foi tomada pela Ferrari”.

“Para ter uma oportunidade de conseguir um piloto como Kimi, é impossível não aproveitar isso”.

“Então, eu entendo, embora seja obviamente decepcionante para mim e para minha carreira”.

“Eu sinto que estou aqui, trabalhando duro para o time em tempos muito difíceis, e o carro está no fundo, e as pessoas estão deixando o time, e eu sempre me esforcei para tentar reverter isso, permanecendo positivo e nunca culpando a equipe por nada”.

“Tenho me esforçado muito para tentar ajudar a equipe a melhorar, e sinto que fiz parte dessa jornada e parte desse processo”.

“E para não poder continuar com isso, quando o carro finalmente está se tornando competitivo e a equipe finalmente está se tornando competitiva, dói um pouco, mas esse é o esporte em que estamos”.

Ericsson vai para a Indy na próxima temporada, onde ele correrá pela Schmidt Peterson Motorsports.

“Apenas o pensamento de ir a uma corrida e saber que posso ganhar neste fim de semana, me deixa tão animado, porque eu senti tanto a falta disso”, disse Ericsson.

“Toda a minha carreira antes da F1, todo fim de semana, tem a ver com tentar ganhar, e então por cinco anos você nem pensa isso na sua cabeça”.

“E agora, quando eu aceitei que a F1 não vai acontecer no próximo ano, é algo que realmente me deixa animado, que no próximo ano eu poderei realmente ir para a primeira corrida e saber disso, se eu fizer um bom trabalho, eu posso realmente ganhar”, concluiu.