Doria sobre o GP do Brasil: São Paulo tem mais chances do que o Rio de Janeiro

Governador do Estado de São Paulo, João Doria “não abre mão” do Grande Prêmio do Brasil e garante: “São Paulo tem mais chances de vencer, neste caso, do que o Rio de Janeiro”

A disputa pelo Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 em 2021 já começou. Na última semana, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou que Rio de Janeiro receberia o GP em 2020, no autódromo a ser construído “em seis ou sete meses” na região de Deodoro, segundo o presidente. A afirmação foi negada pelas autoridades de São Paulo e também pelo CEO da Fórmula 1, Chase Carey, enquanto a capital paulista tem contrato com a categoria até o ano que vem.

Falando em coletiva no Palácio dos Bandeirantes na última sexta-feira (10), o Governador do Estado, João Doria, afirmou que “da nossa parte, não abriremos mão da Fórmula 1 em São Paulo”, e que a capital paulista tem “mais chances de vencer, neste caso, do que o Rio de Janeiro”.

Mas no último final de semana da F1 em Barcelona, a repórter da ‘TV Globo’ Mariana Becker revelou uma conversa com Carey, que afirmou não ter nada assinado com nenhuma das cidades brasileiras, mas está feliz pelo interesse de ambas, confirmando o que poderia ser uma disputa “São Paulo vs Rio de Janeiro” para a realização do Grande Prêmio do Brasil a partir de 2021.

“O que que tem de concreto nisso?”, Mariana perguntou para Carey. “Ele falou ‘a gente não se pronuncia sobre qualquer coisa que não tenha sido assinada, não assinamos nenhum documento, a gente fica muito feliz com o interesse de São Paulo e do Rio de Janeiro de continuarem com o Grande Prêmio do Brasil, mas não tem absolutamente nada assinado’. Então a posição oficial da Fórmula 1 agora é essa”, concluiu Mariana durante a transmissão da F1 na Globo.

 

Leia alguns trechos da coletiva com João Doria, Governador do Estado de São Paulo, e Bruno Covas (Prefeito da Cidade São Paulo):

 

“Da nossa parte, não abriremos mão da Fórmula 1 em São Paulo” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“Nenhum conflito, nenhuma oposição da nossa parte a essa legítima vontade, de incrementar o turismo e a oportunidade de promover grandes eventos no Rio de Janeiro, mas nesse caso específico tem dois aspectos: tem um contrato para ser cumprido e tem um Prefeito e um Governador que vão lutar pelo seu estado, pela sua cidade, pela manutenção do Grande Prêmio de Fórmula 1 em São Paulo”, disse Doria.

“Da nossa parte, não abriremos mão da Fórmula 1 em São Paulo.

“É uma tradição, é uma história, é uma vocação. O Autódromo Internacional de Interlagos é um dos melhores circuitos avaliado pelos pilotos, historicamente já há quatro gerações praticamente, que atestam que está entre os cinco melhores circuitos do mundo. Então não é apenas o aspecto de ser em São Paulo, é a qualidade do circuito. E outro aspecto também é de ordem econômica, que o Bruno (Covas) dará alguns dados para vocês, mas a capacidade econômica de uma cidade que tem 13 milhões de habitantes garante o volume de ingressos e o preço médio do ingresso que sustenta parte do investimento da Fórmula 1.

 

“Outro fator importantíssimo é a presença do público” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“A Fórmula 1 tem vários vetores que proporcionam retorno aos seus investidores e aos seus atuais detentores dos direitos e para as equipes que participam. Os patrocínios, os patrocínios das equipes, as marcas de automóveis, as marcas de tecnologia, pneus, motores, todos eles investidores deste grande circuito mundial que é a Fórmula 1, que contagia milhões de pessoas todos os finais de semanas em cada uma dos circuitos que se apresenta o ‘circo’ da Fórmula 1.

“E tem um outro fator importantíssimo que é a presença de público. Não só pelo volume de ingressos que isso representa nos treinos e na prova principal, o ingresso, o ‘incoming’ de recursos, como também o entusiasmo. Não se faz Fórmula 1 sem um volume considerável de público. Tudo isso nos leva a crer que além das questões jurídicas, das questões institucionais, das questões históricas, há uma questão econômica e, se há uma atividade onde os dados econômicos são preservados, são qualificados, são levados em conta é a Fórmula 1, como todos sabem, principalmente aqui os jornalistas especializados.

 

“Não tem nada em Deodoro, rigorosamente nada em Deodoro” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“É por último, sem nenhum desdém – quero deixar claro, sem nenhuma colocação que não seja registrar a verdade – eu já sobrevoei o campo de Deodoro. Não tem nada em Deodoro, rigorosamente nada em Deodoro. Ora, como se pode imaginar que um investimento que não existe, que não está projetado, planejado, desenhado e orçado possa dizer que aqui vai ter um autódromo internacional, qualificado e aprovado pela Federação internacional de Automobilismo e pelos promotores da Fórmula 1 para realizar em 2020 o Grande Prêmio de Fórmula 1? Quer dizer, algo não orna, algo efetivamente não está ordenado nesse processo, mas não nos cabe também fazer análise sobre isso, apenas lembrando que esse é um fato também que precisa ser levado em conta. Imaginar e anunciar um Grande Prêmio de Fórmula 1 em uma cidade que não tem autódromo, não é exatamente algo que possa ser desenhado como uma proposta conclusiva.

 

“O Rio de Janeiro pode buscar suas próprias vocações como faz com o Rock in Rio” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“E por último, registar meu enorme respeito pelo Rio de Janeiro, eu morei no Rio de Janeiro, gosto muito do Rio de Janeiro, gostos dos cariocas, pessoalmente tenho uma ótima relação com o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com o prefeito Marcelo Crivella também, uma excepcional relação que não está abalada, amo o Rio de Janeiro.

“Só entendo que o Rio de Janeiro pode buscar suas próprias vocações como faz com o ‘Rock in Rio’ que é um evento excepcionalmente bem organizado, com investimento privado. Outros eventos que são realizados no Rio na área de gastronomia, na área de shows, na área de esportes, que são um sucesso extraordinário de público, de mídia.

 

“São Paulo tem mais chances de vencer neste caso do que o Rio de Janeiro” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“Eu entendo que o Rio de Janeiro pode buscar claramente suas vocações em grandes eventos com a convicção e a certeza de que há espaço para isso, mas se quiser disputar a Fórmula 1 vai disputar com São Paulo, e eu posso garantir para vocês que São Paulo tem mais chances de vencer neste caso do que o Rio de Janeiro.”

 

“Prefeitura e Governo estão atuando na renovação do contrato com a Fórmula 1” (João Doria, Governador do Estado de São Paulo)

“A cidade de São Paulo e o Governo do Estado estão atuando para que possamos ter a renovação do contrato com a Fórmula 1. No ano passado tivemos um Grande Prêmio que transcorreu sem nenhum problema, não tivemos nenhum sinistro, nenhum problema para ser explicado depois. Foi um sucesso a realização do Grande Prêmio no ano passado”, disse Covas.

“Desde o final do último Grande Prêmio nos iniciamos as tratativas para renovar o contra a partir de 2021, o contrato atual vai até 2020. Durante esse período todo não tivemos nenhuma resistência por parte do novo proprietário do evento em relação a essa renovação. Em nenhum momento nos colocou qualquer óbice, qualquer dificuldade, em discutir os termos dessa renovação.

 

“Temos uma reunião marcada em junho para dar continuidade à tratativa” (Bruno Covas, Prefeito da Cidade de São Paulo)

“Temos uma reunião marcada para o mês que vem, agora em junho, onde vamos dar continuidade à está tratativa, o Chase Carey, que é o CEO da empresa que agora detém a Fórmula 1, estará aqui em mais uma rodada de conversas com a prefeitura de São Paulo, não houve nenhum cancelamento dessa próxima reunião. Portanto fomos pegos de surpresa com esse anúncio, já que a tratativa de São Paulo com a Fórmula 1 tem se dado dentro da normalidade, no prazo esperado.  O contrato não vence esse ano, vence ano que vem, estamos dentro do prazo normal de renovação do contrato dada a importância desse evento.

 

“GP do Brasil tem impacto econômico de 334 milhões e reais para a cidade de São Paulo” (Bruno Covas, Prefeito da Cidade de São Paulo)

“E apenas reafirmando os dados que traduzem a importância desse evento, esse é um evento que tem um impacto econômico pra cidade de São Paulo de 334 milhões de reais. Para comparar com outros grandes eventos, o impacto econômico do réveillon e de 180 milhões, no carnaval no sambódromo é de 220 milhões, da virada cultural 120 milhões, do festival Lollapalooza, que é um festival privado, 120 milhões, a parada LGBT 288 milhões.

 

“77% do público é turista e garantem 97% de ocupação dos hotéis durante o período” (Bruno Covas, Prefeito da Cidade de São Paulo)

“Embora seja um evento que não é um dos maiores em relação ao público, ele é de grande impacto econômico para a cidade de São Paulo, já que inclusive 77 por cento do público que frequenta é turista. Faz com que os nossos hotéis cheguem a 97 por cento de ocupação durante o período, durante os três dias que nós temos. São turistas que frequentam restaurantes, utilizam táxis e outros aplicativos de automóveis para andar pela cidade, que gastam na cidade de São Paulo, portanto a prefeitura vai atuar para poder manter esse evento aqui em São Paulo.

 

 

Confira os últimos vídeos do canal da F1MANIA no YouTube – ePRIX DE MÔNACO | Melhores Momentos | FÓRMULA E 2018/19 – 9ª etapa:

 

Lucas di Grassi comenta o ePrix de Mônaco 2019 – Fórmula E:

 

GP DO BRASIL 2020 será realizado no RIO DE JANEIRO, diz JAIR BOLSONARO:

 

Vídeo mostra o traçado do novo AUTÓDROMO de DEODORO no RIO DE JANEIRO

 

ePRIX DE PARIS | Melhores Momentos | FÓRMULA E 2018/19 – 8ª etapa:

 

FÉRIAS F1MANIA | Pilotamos uma FERRARI 488 GTB no SPEEDVEGAS: