Coluna do Helinho: Rescaldo de Indianapolis

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Oi pessoal, tudo bem?

Os amigos Leitores que me acompanham por aqui sabem que eu não fico “chorando sobre o leite derramado” e sempre vejo o lado positivo das coisas. Acho que se a gente ficar remoendo o lado negativo é muito ruim, pois isso nos deixa mais aborrecidos ainda e impede que avancemos. Lógico, não sou de ferro e tenho meus momentos, mas estou sempre procurando ver os acontecimentos por uma ótica mais otimista.

Eu seu que falar é fácil e o difícil mesmo é colocar em prática. É mais ou menos o que estou tentando colocar em prática agora, quando escrevo minha coluna aqui, direto de Indianapolis. Pra falar a verdade, não está sendo fácil. É que durante a Indy 500 a coisa caminhou de uma maneira tão positiva que era para eu estar aqui comemorando com vocês a quarta vitória em Indianapolis.

Já imaginaram que maravilha? A 100ª Indy 500 só acontece uma vez na vida e eu estive muito, mas muito próximo de vencer. É por isso que fiquei tão chateado com a manobra do JH Hildebrand, que bateu em mim por trás num momento em que eu estava brigando pela ponta da prova. Tive de ir para os pits porque a carenagem esquerda traseira quebrou. Claro que foi um pit mais longo do que o normal e, quando voltei para a pista, tinha despencado para 21º.

Faltavam umas 30 voltas para terminar a corrida e eu fiz de tudo para recuperar o tempo perdido. Fiz diversas ultrapassagens e cheguei a andar em 3º, mas aí precisei parar no pit para um splash and go, que é aquela parada rápida só para colocar um pouquinho de combustível pois, de outro modo, ficaria pela pista com pane seca. Mas já era tarde e acabei em 11º.

Não é força de expressão quando digo que o acidente me custou a vitória, eu realmente tinha um carro fantástico para vencer e tudo acabou quando recebi a pancada por trás. Fico mais chateado ainda pela equipe. Depois dos problemas que tivemos no Qualifying, o time virou o carro de cabeça para baixo e já no Carb Day percebi que tinha um carro fantástico para a corrida. Isso se confirmou enquanto estive no grupo da frente, liderei 24 voltas, todos os pits foram fantásticos, então, era uma corrida para vencer.

Bom, mas sempre tem um lado bom, né? Então, com os pontos que conquistei no Qualifying e na corrida, que no total foram 65, pulei para o 3º lugar no campeonato. Isso é uma boa notícia porque me coloca de novo na briga pelo título, cuja disputa continua já nesse fim de semana, com a rodada dupla em Detroit. As corridas acontecerão no sábado e domingo, sempre no mesmo horário oficial de Brasília, ou seja, 16:30, com transmissão das emissoras do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Então, é isso, pessoal, bola pra frente! Obrigado pelo apoio e vamos que vamos!

Publi1 - Helio Castroneves

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