Coluna do Helinho: Nem um pneu furado me roubou o pódio em Toronto

Oi pessoal, tudo bem?

Muito bom estar aqui com vocês para comemorar um bom resultado. O 2º lugar obtido domingo em Toronto, Canadá, foi muito importante para o campeonato, pois consegui voltar para 3ª colocação e agora estou menos distante do líder na pontuação, que continua sendo o meu teammate Simon Pagenaud, agora seguido pelo Will Power. Ou seja, todas as três primeiras posições na classificação geral são ocupadas por pilotos do Team Penske e isso mostra que estamos no caminho certo para dar mais um título para o nosso boss Roger Penske.

Foi muito bom somar esses pontos importantes, mas o susto que eu levei não foi mole, não. Vocês não imaginam o palavrão que disse quando estava em 2º lugar na corrida e, de repente, furou um pneu e eu tive de ir para os pits fora de hora! Ainda bem que o Roger não entendeu, pois foi em bom português. Também, pudera, parecia que todo o esforço daquele fim de semana, que tinha tudo para ser muito bom, estava se transformando em pesadelo.

Mas se há um verbo que não existe no vocabulário da Penske é o “desistir”. Os verbos aqui são outros: vencer, lutar, trabalhar, esforçar, levantar, recuperar e outros que denotam tudo o que se opõe a desistir. E foi graças a esse compromisso que temos conosco mesmos é que terminamos bem a corrida.

Meu carro estava muito bom nas ruas de Toronto, apesar das ondulações que eram muitas. Consegui o 2º tempo no grid e mantive essa posição na largada, atrás apenas do Scott Dixon, que me tirou a pole no último segundo. Fiquei nessa posição logo após a bandeira verde. Já na largada teve uma bandeira amarela e outra na volta 6. Isso gerou uma quantidade grande de detritos na pista e eu já estava me preparando para o primeiro pit quando o pneu dianteiro esquerdo furou na volta 26.

Entre completar a volta e o trabalho no pit, acabei perdendo muito tempo e só consegui voltar na 13ª posição. Minha sorte é que a equipe fez um pit muito rápido, caso contrário teria caído mais ainda. Numa situação dessas, o negócio é seguir em frente e foi o que fiz. Aos poucos fui ganhando posições e já estava em 6º quando teve uma bandeira amarela na volta 45 por causa de detritos. Fiquei pensando se esse cuidado fosse tomado no início talvez eu não tivesse problema no pneu. Mas como no automobilismo não tem “se”, bola para a frente.

Já com a pista liberada, parei pela segunda e última vez na volta 57, mas aí com uma estratégia muito diferente. Voltei a cair para 13º, mas rapidamente consegui ganhar posições e já estava em 2º novamente, a minha posição original antes do furo de pneu, quando faltavam apenas 10 voltas. Até tentei me aproximar do Will Power, o vencedor, mas uma bandeira amarela acabou frustrando essa tentativa.

Mas, tudo bem, foi bem legal e nesta semana vamos testar em Mid-Ohio, local da próxima corrida, no dia 31.

Abração e obrigado!!!

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