Goiânia apresenta “os dois lados da moeda” a Gabriel Casagrande

Mesmo enfrentando problemas, paranaense da Júpiter Baterias/Vogel Motorsport faz corrida brilhante, ganha 24 posições, mas tem de abandonar a três voltas do fim por causa de um furo no pneu

A Stock Car iniciou, com duas corridas bastante movimentadas, a temporada 2017. Com tempo nublado, mas sem chuva, o Autódromo Internacional de Goiânia pôde testemunhar as vitórias de Daniel Serra e Ricardo Zonta. Gabriel Casagrande teve um final de semana de muito trabalho na capital de Goiás, e embora os resultados não tenham sido os esperados, o piloto sabe que a equipe Júpiter Baterias/Vogel Motorsport tem o potencial para dar trabalho durante o campeonato. E a reação já tem data marcada: 23 de abril, no Velopark, palco da segunda etapa do calendário.

O paranaense estava na pista nas voltas de alinhamento para a primeira largada quando percebeu um problema no alternador de seu carro. De volta aos boxes, a equipe trabalhou na substituição da peça, mas sua participação na primeira prova já estava comprometida. Bastava, então, trabalhar na estratégia para ganhar o máximo possível de posições na segunda corrida.

Casagrande ainda retornou à primeira disputa nas três voltas finais. Na segunda, largando da 30ª e última posição, o piloto do carro #83 começou a escalada: era o 22º na segunda volta; 20º na quarta; 17º na sexta e 15º na 11ª passagem.

Depois da janela de pit stop, que o #83 cumpriu com sucesso sua parada, Gabriel era o sétimo colocado na disputa, pressionando o atual campeão Felipe Fraga e segurando os ataques de Daniel Serra, o novo líder da competição. E a três voltas do fim, decepção: um furo no pneu dianteiro esquerdo o obrigou a abandonar a corrida.

“O carro estava equilibrado e vínhamos ganhando as posições conforme o planejado, com pneus em melhores condições, além de poder usar o botão de ultrapassagem em praticamente todas as voltas”, comentou. O pit stop foi perfeito, colocamos somente o combustível necessário, mas o furo de pneu foi para acabar de vez com as esperanças. Acho que teríamos terminado em quinto, porque eu ainda tinha acionamentos do push, e os pilotos imediatamente à minha frente não. Infelizmente não tivemos a oportunidade de tentar”, resignou-se Casagrande.

O piloto de 22 anos não se deixa abalar por não ter pontuado neste domingo. “O final de semana havia começado de forma extremamente promissora; e terminou com um saldo de zero ponto. E em uma categoria como a Stock Car não podemos nos dar ao luxo de deixar isso acontecer. O time inteiro batalhou muito para que tivéssemos um carro bom. Entretanto, temos mais 11 etapas e vamos lutar para melhorar cada vez mais para atingir os nossos objetivos. Temos material e potencial para isso”, afirmou.

Chefe da equipe Júpiter Baterias/Vogel Motorsport, Gualter Salles traz uma análise otimista do quadro, por contar com um piloto rápido e um carro equilibrado. “Já deu para ver a velocidade dele, que o Gabriel é um piloto agressivo e que não precisa de muitas voltas para virar tempo – o que é muito importante na Stock Car”, disse.

“Infelizmente, as coisas não funcionaram na classificação, mas conseguimos entender o que aconteceu. Fizemos os ajustes para a corrida, e nas voltas de alinhamento apareceu um problema no alternador. Pensamos rápido, e resolvemos o problema a tempo para que ele alinhasse no grid para a segunda prova”, narrou.

Salles destacou a estratégia traçada em conjunto e que o plano funcionava perfeitamente. “Fizemos uma tática muito pensada, que estava dando muito certo: nosso objetivo era chegar entre os cinco primeiros, e acho que teríamos alcançado isso, porque o Gabriel fazia uma corrida brilhante. A três voltas do final, infelizmente, o pneu dianteiro esquerdo furou. É frustrante, mas por outro lado podemos alimentar boas expectativas porque sabemos que seremos competitivos ao longo do ano”, finalizou.