Em segundo, Barrichello comemora “nova chance” e se emociona no pódio

Em sua primeira competição oficial, após ser internado por uma inflamação na veia do cérebro, Rubinho se emocionou no pódio, ao lado do parceiro Filipe Albuquerque.

A abertura da temporada 2018 da Stock Car foi muito emocionante para os amantes do automobilismo, mas certamente foi mais emocionante ainda, para “o” amante. Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada na segunda posição, após uma grande corrida, ao lado do parceiro português, Filipe Albuquerque. Um resultado até esperado em se tratar de Barrichello. Mas esta prova ganhou uma emoção extra, pois esta foi a primeira corrida oficial que Rubinho participou, após sofrer um problema de saúde no início do ano.

No início de 2018, Barrichello foi internado nos Estados Unidos por conta de uma inflamação na veia do cérebro. O piloto de 47 anos ficou cerca de 15 dias internado, em observação. Após ser liberado pelos médicos para correr, Barrichello se superou e já subiu ao pódio na primeira corrida do ano.

Não escondendo a emoção e com lágrimas nos olhos, Rubinho comentou sobre a corrida.

“Eu tinha certeza que ia ser muito bom. O Filipe guiou de uma forma que a gente sabe que ele pode guiar, deixando o carro com segurança lá na frente. Vimos tanta gente escapando. Dava para ter entrado um pouco antes nos boxes e arriscado os pneus slick. Para mim, é uma vitória estar aqui, por tudo o que aconteceu. Quero agradecer aos meus amigos, minha família, que sofreu mais do que eu. Eu sofri uma dor imensa por uma hora e quarenta minutos, os que me amam sofreram muito mais do que isso. Estou super bem fisicamente, mais forte do que nunca. Não sei porque não relargamos com os carros que disputávamos posições, mas agora não cabe ficar analisando isso. ‘Ah, você teria ganho?’, só de me questionarem isso já mostra o quão competitivo fomos. A vida de um esportista de alto nível não tem ‘se’. Dá para ver no meu olho, chorei muito. Eu perguntei aos meus filhos se eles tinham vergonha de ver o pai chorando e eles disseram que não. Eu quis mostrar que a emoção é a coisa mais gostosa que podemos sentir. Tem gente que chora mais, tem gente que chora menos. Eu voltei do hospital mais forte, mais rápido e mais chorão”, resumiu o piloto do carro 111.

Já o seu parceiro, Filipe Albuquerque, bicampeão das 24 Horas de Daytona celebrou o pódio e comentou sobre sua experiência na Stock Car.

“Eu fiquei impressionado desde que o Rubinho me fez o convite. Eu fiquei muito contente, pois assisti todas as suas corridas na Fórmula 1. Logo que cheguei, me habituei logo com o carro. Toda a tensão que é normal, acabei não sentindo. Desde os treinos e na corrida, com muita chuva, o carro era um dos mais rápidos. Com a pista secando ficou um pouco mais difícil, mas aguentamos bem e o Rubinho finalizou muito bem”, completou.

A próxima etapa da Stock Car acontece no dia 8 de abril, em Curitiba.

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