Antonio Pizzonia escapa quase ileso de acidente sério

Piloto da Prati-Donaduzzi sofre ferimento leve na perna esquerda no Velopark

O acidente, ainda na parte inicial da segunda bateria da segunda etapa da Stock Car, impressionou, mas o amazonense Antonio Pizzonia foi embora do circuito gaúcho do Velopark neste domingo apenas com o tornozelo esquerdo enfaixado, com a perspectiva de inchaço maior em 24 horas e a quase certeza de que estará plenamente recuperado para a próxima etapa, marcada para 21 de maio em Santa Cruz do Sul. Pizzonia tentava a ultrapassagem sobre Tuka Rocha no final da reta dos boxes quando os carros se tocaram e saíram da pista. Depois da rodada, o de Pizzonia voltou para o meio do traçado, onde recebeu o forte impacto frontal do carro de Lucas Foresti. Apesar da violência do choque, os dois foram levados para o ambulatório do autódromo com ferimentos praticamente idênticos.

Pizzonia foi atendido pelo dr. Alexandre Fucks. “A princípio foi só uma contusão no tornozelo esquerdo, decorrente do impacto. De gravidade, podemos dizer que o acidente foi mais grave nas imagens, mas o resultado foi tranquilo, sem qualquer fratura. Com anti-inflamatório, gelo e repouso, acredito que ele poderá participar da próxima corrida. Minha previsão é de que em três ou quatro dias ele já esteja completamente refeito, embora o inchaço na região deva aumentar amanhã”, explicou.

Assustado com o potencial do acidente, Pizzonia disse que o saldo foi até positivo. “Estive muito próximo de levar uma batida em T, exatamente a mais perigosa do automobilismo. Eu procurei sair daquele ponto até por instinto e exatamente por temor de levar uma pancada. O problema é que a posição do banco do Stock Car dificulta a visão lateral. Ainda bem que não aconteceu nada de mais grave”, comentou, tranquilizado pela informação transmitida pelo médico de que o quadro de Foresti também era favorável.

O alívio com o estado de Pizzonia foi o consolo de um domingo em que pouco deu certo para a Equipe Prati-Donaduzzi. O companheiro de Pizzonia, o paranaense Júlio Campos, também havia ficado de fora da segunda bateria depois de sofrer com um problema no acelerador quando brigava pela sexta colocação – fora o 12º na corrida 1. Pizzonia terminou em 14º nessa prova, resultados bem abaixo da expectativa do diretor-técnico Rodolpho Mattheis depois de um bom início de trabalhos nos treinos livres da sexta-feira.