WRC assina acordo para retorno da notória etapa do Rally Safári

O regresso do icônico Rally Safári ao Campeonato do Mundo de Rally (WRC) deu mais um passo em frente na sua realização.

Jean Todt, presidente da FIA e ex-co-piloto do WRC, há muito tempo pressiona para que o evento no Quênia retorne ao cronograma pela primeira vez desde 2002.

Na última quinta-feira (21), o diretor-gerente do WRC, Oliver Ciesla, junto do principal secretário do Ministério do Esporte e Patrimônio do Quênia, Kirimi Peter Kaberia, se reuniu com Phineas Kimathi, executivo-chefe do projeto de revitalização do Safari queniano. Todos os presentes assinaram um acordo histórico na sede da FIA em Paris.

Após o acordo, a edição de 2019 do Safari – atualmente uma etapa do Campeonato Africano de Rally – será veiculada como um evento candidato oficial do WRC e será observada com o intuito de ingressar no calendário do WRC no ano seguinte, em 2020.

Enquanto o Rally Safári original foi notório por sua rota e etapas ultra-longas, os organizadores da nova versão adaptaram-no para um formato WRC moderno: “Este é um safári da era moderna”, disse Ciesla, secretário do Ministério do Esporte e Patrimônio do Quênia.

“Seções competitivas tradicionais de estrada aberta foram substituídas por estágios especiais mais suaves, em propriedades privadas e áreas de conservação, e um plano de segurança abrangente está em vigor para apoiar uma manifestação organizada, para o formato atual do WRC”, acrescentou Ciesla.

O Rally Safári foi considerado por muitos como o mais difícil rali do mundo, disputado pela primeira vez em 1953, sob o nome de “East African Coronation Safari”. Em 1960 passou a ser realizado como Rally Safári, fazendo parte do WRC por muitos anos, até ser excluído devido à falta de fundos em 2003.