Bruno Senna, 4º, conquista seu melhor resultado em Le Mans

Alonso lidera dobradinha tranquila na vitória inédita da Toyota

O pódio esteve próximo, mas o 4º lugar na 86ª edição da prova acabou se constituindo no melhor resultado de Bruno Senna em sete participações nas 24 Horas de Le Mans, disputada neste fim de semana no circuito do interior da França e encerrada com vitória do trio Fernando Alonso-Sébastien Buemi-Kazuki Nakajima. Foi a primeira vitória da Toyota no lendário desafio de resistência e com direito a dobradinha completada por Mike Conway-Jose Maria Lopez-Kamui Kobayashi. Gustavo Menezes, Matias Beche eThomaz Laurent fecharam o Top 3 da segunda etapa da supertemporada do Campeonato Mundial de Endurance – FIA WEC.

As expectativas de Bruno de chegar à frente entre as equipes privadas começaram a ser frustradas logo na largada, quando o alemão Andre Lotterer – com quem dividia o protótipo número 1 da Rebellion Racing ao lado do suíço Neel Jani – foi envolvido em toque e nem pôde tirar proveito do terceiro lugar no grid. O carro precisou ser levado aos boxes para reparos e deu início à enorme sucessão de problemas que foram minando as chances do trio. “Tivemos um monte de pepinos, especialmente com relação ao sensor do sistema de embreagem. Fomos perdendo tempo a cada parada e isso complicou nossa corrida”, explicou.

Bruno ainda deixou no ar a possibilidade de subir ao pódio, depois de entregar o carro a Jani na terceira posição em seu último turno de pilotagem depois de travar um longo combate com Menezes. Mas a porta do carro não fechou depois do pit stop e Jani foi obrigado a praticamente parar o carro na pista para resolver o problema, permitindo a ultrapassagem. A partir daí, com a situação agravada nas horas finais com a punição de duas passagens pelos boxes, tudo ficou ainda mais difícil.

O consolo de Bruno foi estabelecer a volta mais rápida depois das Toyota, que passearam por Le Mans graças a um regulamento que ainda não foi capaz de estabelecer o equilíbrio na principal divisão do WEC – a LMP1. O tempo de Bruno – 3m20s024 -, no entanto, foi três segundos pior que a volta mais veloz das Toyota, o que comprova o ritmo superior e inalcançável dos carros da marca japonesa.