Polêmica envolvendo o FanBoost pode interferir a definição do título

A rodada dupla final da Fórmula E em Londres pode ser envolva numa polêmica que envolve votos eletrônicos.

A Fórmula E desde a sua estreia utiliza um sistema interativo de votos chamado FanBoost, uma votação online através de uma página na web ou hashtags nas redes sociais em que três dos pilotos mais votados ganham por cinco segundos durante a corrida cerca de 40 cavalos de potência extra.

Alguns fãs reportaram uma estranha movimentação no ranking da votação para o ePrix de Londres na madrugada desta terça para quarta-feira. Simona de Silvestro, Ma Qing Hua e o Daniel Abt deram um grande salto de votos.

Abt, inclusive, há alguns dias pediu publicamente para que seus fãs não votassem nele, mas sim no seu companheiro de equipe, o brasileiro Lucas di Grassi, atual líder do campeonato e que vai à capital inglesa brigar pelo título de 2016.

Usando um software de monitoramento das redes sociais, a F1Mania não conseguiu identificar nenhum grande pico nos usos das hashtags dos pilotos, evidenciando que este grande volume de votos teria vindo exclusivamente via site, método pouco usado pelos pilotos que venceram as votações anteriores.

“Há algum tempo estamos desconfiando que equipes, pilotos e fãs podem estar usando ‘bots’ para manipular a votação”, disse uma fonte que não quis se identificar.

‘Bots’ são robôs virtuais criados para fazerem ações pré-programadas como, por exemplo, votarem em enquetes online – casos assim já foram alvo de investigação do reality show Big Brother Brasil durante polêmicas eliminações.

“Temos vistos outro problema no FanBoost: quando há um grande números de votos via hashtags nas redes sociais num curto espaço de tempo, o sistema da Fórmula E não consegue computador todos os votos”, continuou.

Ter a vantagem de potência na pista pode definir o título da categoria de monopostos elétricos, que chega nas suas duas últimas corridas ainda com o campeonato em aberto entre Di Grassi e Sebastien Buemi e agora pode correr o risco de ter seu resultado manchado por uma dúvida relativa à legitimidade dos votos.

Procurada pela F1Mania, a Fórmula E ainda não havia se manifestado sobre o seu sistema de votação até o momento da publicação desta reportagem.