FIA volta atrás e ‘tempo mínimo de pitstop’ será mantido em Marrakech

As equipes da Fórmula E pressionaram com sucesso para que o tempo mínimo de pitstop fosse mantido no ePrix de Marrakech que acontece neste sábado (13).

Na quinta-feira, a FIA anunciou a decisão de acabar com o “tempo mínimo de pitstop” obrigatório – que compreende desde a entrada do pitlane até a saída – com efeito imediato.

Várias equipes e pilotos ficaram descontentes com a decisão, que foi comunicada a todos somente nesta semana.

Eles argumentam que transformar as trocas de carros em um competição por tempo cria potencial erros dos pilotos e mecânicos, o que poderia ter sérias consequências para a segurança de todos.

Isso levou as equipes a se dirigirem diretamente aos comissários do evento, pedindo que adiassem a remoção do tempo mínimo de pitstop para a próxima corrida em Santiago, em fevereiro, para dar mais tempo para todos se prepararem adequadamente.

Como os comissários possuem jurisdição máximo sobre a segurança do evento, eles decidiram que haverá tempo mínimo de pitstop para a corrida deste final de semana, e serão 45 segundos.

Vários pilotos confirmaram que estão forçando perto do limite em suas paradas para troca de carro, e não há mais tempo para se tirar de lá.

No entanto, temem que os cintos de segurança não sejam adequadamente arrumados, por erro ou mesmo de propósito.

O software diferente utilizado pelos fabricantes significa ligeiras variações no tempo de inicialização dos carros, que também foi apontado como uma vantagem ou desvantagem injusta para os times.

O piloto da NIO, Oliver Turvey, disse para o site ‘Autosport’: Tem que estar seguro. Sem um tempo mínimo de pitstop será uma competição e as pessoas vão querer ser o mais rápido possível.

“Enquanto for seguro para todos, adicionamos outros elementos para a corrida.

“O tempo mínimo sempre foi bastante apertado, então não é fácil estar abaixo desse tempo – mas pelo menos você não precisa sair ‘correndo’ com tudo (a troca de carro em si).

“Ele (tempo mínimo) nos dá um pouco mais de segurança. É mais para os mecânicos e pessoas do pitlane do que para nós”.