Novo piloto da Fórmula E, Villeneuve afirma: ‘Comparado à F-1, ela não existe’

Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Luis Fernando Ramos

INTERLAGOS – São Paulo (SP)

O canadense Jacques Villeneuve é, possivelmente, um dos pilotos mais polêmicos que já correu na Fórmula 1. E, certamente, um dos mais talentosos. Após ser campeão da Fórmula Indy em 1995, ficou com o título mundial na categoria máxima do automobilismo dois anos depois, pela Williams. Se fosse hoje, talvez conseguisse um desempenho ainda melhor já que, para ele, é mais fácil pilotar.

– Entrar em um Fórmula 1 e andar rápido, sim (é mais fácil hoje). Hoje você vê os caras jovens entrarem em um carro e, depois de cinco voltas, serem rápidos, o que siginifica que é mais fácil. Fisicamente é muito simples. E é mais fácil para o piloto atingir seu limite, porque os carros são muito mais lentos nas curvas do que eram antes – comentou o canadense.

Hoje, inclusive, ele continua acelerando pelas pistas, mas sem a mesma vontade de antes… Em uma conversa com a reportagem do LANCE!/F1Mania, o piloto não mostrou muita animação com sua atual categoria, a Fórmula E. Ao resumir a nova classe de carros elétricos, com a qual já correu duas vezes nesse ano, ele apenas emitiu um: “É divertido”, com um sorriso um pouco amarelo.

– Eu acho que o conceito é incrível, correr em circuitos de rua. Mas, no momento, ainda existem alguns problemas que precisam ser superados. Há um espaço enorme para crescimento, porque ainda está na base – disse, antes de completar:

– É meu futuro à curto prazo e eu espero continuar. Porque é divertido.

Mas, será que é possível comparar a nova categoria da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) àquela na qual Villeneuve brilhou em 1997, derrotando adversários do quilate de Michael Schumacher (ALE), Mika Hakkinen (FIN), Heinz-Harald Frentzen (ALE) e David Coulthard (GBR)?

– São dois mundos completamente diferentes. Comparado à F-1, a Fórmula E não existe – ponderou o piloto.