Williams registra queda em 2017 apesar de aumento dos ganhos na F1

O grupo Williams registrou uma redução geral de 1,2 milhão de libras na receita de 2017, apesar do aumento dos ganhos da equipe de Fórmula 1 e sua divisão de Engenharia Avançada.

A Williams terminou na quinta posição no campeonato de construtores de 2017 pelo segundo ano consecutivo, com Lance Stroll e Felipe Massa como pilotos.

A equipe gerou 125,6 milhões de libras em 2017, acima dos 116,7 milhões do ano anterior, enquanto o EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) da F1 aumentou de 12,4 para 16 milhões de libras.

Apesar do bom desempenho da Williams Advanced Engineering, a receita total da Williams Grand Prox Holdings caiu 1,2 milhão, de 167,4 em 2016 para 166,2 milhões.  Seu EBITDA também caiu de 15,5m para 10,8 milhões de libras.

Williams afirmou que isso aconteceu devido a “uma redução na receita não recorrente no projeto”, que caiu de 13,8 milhões para 1,1 milhão de libras.

A equipe foi impulsionada no início de 2-17 por um paramento único na cada dos 10 milhões de libras esterlinas da Mercedes para permitir a saída de Valtteri Bottas, enquanto também recebeu financiamento do pai bilionário de Stroll, Lawrence.

Lance Stroll (Williams) - GP da China
Foto: AFP PHOTO / Johannes EISELE

O CEO Mike O´Driscoll disse que os resultados mostraram que a empresa está em boa forma. “A equipe Williams apresentou resultados sólidos no ano passado e nosso desempenho financeiro de 2017 reflete esse progresso contínuo”, disse ele.

“A receita aumentou tanto na operação da F1 quanto na Williams Advanced Engineering em 2017, após um forte desempenho em 2016.

“Nossos resultados nos deram confiança para continuar investindo em nossas instalações e capacidades técnicas.”

Apontando que a Williams foi a única equipe fora das três grandes a chegar ao pódio em 2017 – Stroll na P3 no Azerbaijão – O´Driscoll ressaltou que os planos de longo prazo da Liberty em nivelar o pelotão são fundamentais para as perspectivas da equipe na F1.

“Isso ilustra a grande lacuna nas despesas entre as equipes líderes e o restante do grid”, disse ele. “Esperamos que a visão de longo prazo da Liberty Media para o futuro do esporte possa oferecer condições mais iguais, nas quais todas as equipes possam competir de maneira mais justa.

“Enquanto isso, estamos intensamente focados em melhorar nosso próprio desempenho, após um começo difícil nesta temporada.”