Whiting explica que “há muito pouco que se pode fazer” para livrar as marmotas em Montreal

O diretor de corridas da Fórmula 1, Charlie Whiting, disse que a FIA não consegue erradicar a questão das marmotas invadindo a pista de Montreal, depois que Romain Grosjean acertou uma no treino do GP do Canadá.

As marmotas aparecem todos os anos desde que o evento foi realizado pela primeira vez em 1978, e ao longo dos anos vários encontraram seu fim em contato com os carros de F1.

Grosjean danificou o nariz de sua Haas no incidente da última sexta-feira e ficou frustrado com o fato das imagens de televisão terem mostrado um animal naquela área, com a direção de prova ciente dos problemas que poderiam ser causados.

O assunto foi levantado quando os pilotos se reuniram com a FIA mais tarde naquele dia, e Whiting explicou como ao ‘Autosport’ como os organizadores trataram a situação.

“Eu dei a eles a explicação completa de por que isso aconteceu durante a apresentação dos pilotos”, disse Whiting.

“É claro que vimos a marmota, e eu perguntei se era viável ou não tentar pegá-lo, e me foi dito por aqueles que sabem muito mais do que eu sobre marmotas que era uma coisa muito imprudente de se tentar fazer.

“Sentimos que a melhor opção era deixá-lo lá e torcer para que ele não corresse, mas ele o fez, infelizmente.

“Eles são nativos da ilha, são protegidos mas fazem o possível para chegar a lugares para onde não deveriam ir.

“Nós fazemos o nosso melhor para tentar preencher todos os buracos, mas eles fazem novos, e muitas vezes entram na pista.

“Não é legal, mas há muito pouco que podemos realmente fazer para acabar com o problema.”