Todt afirma que carros espetaculares compensam falta de ultrapassagens

Jean Todt, presidente da FIA, acredita que a falta de ultrapassagens na Fórmula 1 em 2017 pode ser um preço justo a se pagar por carros mais velozes e espetaculares.

O GP da Austrália teve apenas duas manobras na pista contra 26 na corrida de 2016 em Melbourne, confirmando os temores de que a maior dependência aerodinâmica e a degradação reduzida dos pneus resultaria em uma diminuição das ultrapassagens neste ano.

Falando à mídia antes da prova australiana, Todt reconheceu a possibilidade de haver menos ultrapassagens em 2017, mas argumentou que isso é compensado pelo espetáculo da performance dos carros.

“Ultrapassar sempre foi um problema no automobilismo”, declarou Todt. “Lembro das corridas de 20 ou 30 anos atrás, quando um carro com pneus novos que era três ou quatro segundos mais rápido não conseguia passar outro com pneus desgastados”.

“Podemos perceber que as ultrapassagens serão ainda mais difíceis neste ano. Mas tentamos encontrar maneiras de facilitá-las com o DRS e outras tecnologias. Talvez o novo regulamento as torne mais difíceis, mas pode ser o preço a pagar pelos carros com mais aerodinâmica”.

Ele acrescentou que serão necessárias algumas mudanças no regulamento para que os carros andem mais próximos.

“É algo que precisaremos abordar quando falarmos de regulamentos futuros, se é uma boa ideia”, disse ele.

Lewis Hamilton declarou após a corrida de Melbourne que a atual situação das ultrapassagens era a pior que ele havia sofrido em sua carreira de 10 anos na F1 e que a situação deve permanecer assim para o restante da temporada.

“É provavelmente pior agora do que já foi”, se referindo a dificuldade de realizar ultrapassagens.

“Definitivamente não será melhor, vai ser o mesmo para o restante da temporada”, concluiu Hamilton.