Rosberg aparece em relação de nomes citados no caso “Panama Papers”

Mais um grande nome ligado a Fórmula 1 parece estar envolvido no caso “Panama Papers” – Luca di Montezemolo (ex-presidente da Ferrari) e Jarno Trulli (ex-piloto de times como Prost, Renault e Caterham) já haviam sido citados anteriormente. Depois do vazamento de milhões de documentos ligados ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, o nome da vez é Nico Rosberg.

Rosberg teria se beneficiado de uma empresa de fachada baseada nas Ilhas Virgens Britânicas. O objeto do acordo seria seu contrato com a Mercedes, mas não se sabe muito sobre isso.  A informação veio da emissora pública alemã NDR, endossado pelo jornal local ‘Bild’.

A reportagem da emissora alemã diz que o acordo de Rosberg seria um contrato entre a Mercedes e uma empresa chamada Ambitious Group Limited, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. Mas a NDR deixa claro que os documentos relacionados a Rosberg e Mercedes não indicam ilegalidade de nenhuma das partes.

A Mossack Fonseca atua junto aos maiores bancos do mundo na administração de ativos offshore de clientes. Offshores são empresas situadas legalmente em um país diferente de seus sócios, e portanto acabam sendo muito utilizadas para estabelecimento de negócios nos paraísos fiscais. Os documentos demonstram que a Mossack Fonseca tem atuado desde os anos 70 na abertura de empresas sem atividades nesses paraísos fiscais simplesmente para que seus empresários soneguem impostos.

Outro citado Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari por mais de 20 anos até o final de 2014, é acusado de manter uma conta na Suiça vinculado a um escritório de advocacia denominado Lenville. Em entrevista ao jornal italiano “L´Espresso” ele nega. “Não conheço este escritório de advocacia”, disse.

Jarno Trulli aparece como acionista de uma empresa chamada Baker Street S.A., uma sociedade registrada em outro paraíso fiscal, as Ilhas Seichelles. Criada também com a ajuda da Mossack Fonseca.

A história tem sido amplamente divulgada pelo ICIJ – Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e coloca famosos de muitos meios em situações complicadas. É o caso de alguns  presidentes como o da Rússia Vladimir Putin, Petro Poroshenko da Ucrânia, Maurício Macri da Argentina e também o jogador de futebol Lionel Messi.

Outros nome citado nos documentos é do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele rapidamente negou o envolvimento pelo seu Twitter.