Reginaldo Leme: “Saída de Massa não afetará audiência da F1”

Desde 1970 marcando presença ininterruptamente na maior categoria do esporte a motor do mundo, o Brasil é bem representado no grid da Fórmula 1.

Mas isso está seriamente ameaçado para a temporada de 2018, com a Williams dando indicações de que irá substituir Felipe Massa.

O comentarista da Rede Globo, Reginaldo Leme, acredita que a saída de Massa não afetará a audiência fiel que a F1 conquistou em todos esses anos.

A F1Mania esteve presente no evento de lançamento do GP Brasil de F1 2017 no Shopping Market Place (SP) – ponto de venda de ingressos oficial neste ano, e participou da coletiva com Reginaldo Leme (Rede Globo), Rodrigo França (Senna TV) e João Carlos Castilho de Andrade (Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1).

Perguntado sobre a possibilidade do Brasil não ter representante em 2018 e o quanto isso poderia afetar a audiência, Reginaldo Leme foi enfático em dizer que atualmente isso não afetaria o público fiel que a F1 conquistou durante todos esses anos.

“Com toda a sinceridade, o que aconteceu com a audiência (aumento na audiência) esse ano ficou provado que já não dependemos mais de brasileiros.

“Claro que com um brasileiro disputando vitórias podemos ter um aumento nos pontos (de audiência), isso é outra coisa.

“Mas definitivamente não dependemos mais.

“Temos hoje uma audiência chamada ‘cativa’, essa audiência pode ser a corrida a hora que for – na madrugada muita gente grava para ver depois, claro, mas seja a corrida que for temos uma audiência que independente do que esteja passando em outros canais, o público está ali.”

“Um outro exemplo, as audiência históricas das lutas de Mike Tyson. Mesmo sem um brasileiro, a audiência do boxes sempre foram espetacular”.

O Brasil estreou na F1 ainda na década de 50 com Chico Landi, fazendo seis corridas entre os anos de 1951 e 1956. Fritz d’Orey fez 3 corridas em 1959 para depois em 1970, Emerson Fittipaldi se juntar a categoria onde ficou por 10 anos e desencadeou então uma série de talentosos brasileiros na Fórmula 1.

 

Pilotos – Grandes Prêmios Disputados – Anos:

  • Chico Landi – 6 GPs – 1951 até 1956
  • Gino Bianco – 4 GPs – 1952
  • Nano da Silva Ramos – 7 GPs – 1955 e 1956
  • Fritz D’Orey – 3 GPs – 1959
  • Emerson Fittipaldi – 144 GPs, com 14 vitórias, entre 1970 e 1980 e 2 títulos (1972 e 1974)
  • José Carlos Pace – 71 GPs, com uma vitória, entre 1972 e 1977
  • Wilson Fittipaldi Jr – 35 GPs, entre 1972 e 1975
  • Luiz Pereira Bueno – 1 GP em 1973
  • Ingo Hoffmann – 3 GPs, entre 1976 e 1977
  • Alex Dias Ribeiro – 10 GPs, entre 1976 e 1979
  • Nelson Piquet – 204 GPs, com 23 vitórias, entre 1978 e 1991 e 3 títulos (1981/ 1983/ 1987)
  • Chico Serra – 18 GPs, entre 1981 e 1983
  • Raul Boesel – 23 GPs, entre 1982 e 1983
  • Roberto Pupo Moreno – 41 GPs, entre 1982 e 1995
  • Ayrton Senna – 161 GPs, com 41 vitórias, entre 1984 e 1994 e 3 títulos (1988/ 1990/ 1991)
  • Mauricio Gugelmin – 74 GPs, entre 1988 e 1992
  • Christian Fittipaldi – 40 GPs, entre 1992 e 1994
  • Rubens Barrichello – 322 GPs, com 11 vitórias, entre 1993 e 2011
  • Pedro Paulo Diniz – 98 GPs, entre 1995 e 2000
  • Ricardo Rosset – 26 GPs, entre 1996 e 1998
  • Tarso Marques – 24 GPss, entre 1996 e 2001
  • Ricardo Zonta – 36 GPs, entre 1999 e 2005
  • Luciano Burti – 14 GPs, entre 2000 e 2001
  • Enrique Bernoldi – 28 GPs, entre 2001 e 2002
  • Felipe Massa – 265 GPs, com 11 vitórias, desde 2002
  • Cristiano da Matta – 28 GPs, entre 2003 e 2004
  • Antônio Pizzonia – 20 GPs, entre 2003 e 2005
  • Nelson Piquet Jr – 28 GPs, entre 2008 e 2009
  • Bruno Senna – 46 GPs, entre 2010 e 2012
  • Lucas di Grassi – 18 GPs em 2010
  • Felipe Nasr – 39 GPs, 2015 e 2016