Prefeito de São Paulo, João Doria, comentou os casos de violência durante o GP do Brasil

O prefeito de São Paulo, João Doria, comentou os casos de violência que marcaram negativamente o Grande Prêmio do Brasil deste ano.

Após os atentados contra Mercedes, Williams e funcionários da FIA em Interlagos, quando as equipes deixavam o circuito, a Sauber e membros da Pirelli também passariam pela situação nos dias seguintes.

“Quando chegamos ao circuito hoje, havia tanta polícia que parecia ter começado uma guerra civil”, disse o chefe da Mercedes, Toto Wolff.

O prefeito de São Paulo, Doria, admitiu que ordenou novas tropas de segurança depois dos casos.

“O que aconteceu não pode ser justificado”, disse Doria, “mas eu já vi casos piores em outras corridas”, lembrou.

“Foi a primeira vez que tivemos um caso tão grave”, acrescentou o prefeito.

Felipe Massa, natural de São Paulo, criticou a situação deste ano, dizendo que o Brasil precisa evoluir como país.

“Estamos passando por tempos difíceis”, disse Massa.

Doria respondeu: “Eu gosto muito do Felipe, mas circunstâncias como essa ocorreram em outras pistas pelo mundo. E ninguém nunca disse que estava envergonhado de ser daquele país.

“Estas são circunstâncias lamentáveis, mas podem ocorrer em qualquer país”, Doria disse para a Globo.

Alguns especialistas temem que os incidentes de 2017 possam “enterrar de vez” as corridas em Interlagos, com a cidade privatizando o circuito e Massa se aposentando da F1, o que significa que depois de 48 anos não teremos brasileiros no grid.

“Espero que a Fórmula 1 permaneça no Brasil”, disse Massa. “Este país é muito importante, tendo tido tantos pilotos, tantos campeões mundiais”.

Entretanto, Doria está confiante na continuidade do Grande Prêmio em São Paulo.

“Temos um contrato até 2020 e quem comprar o circuito irá respeitá-lo.

“Depois disso, esperamos que possamos renovar por mais dez anos”, acrescentou.

Para terminar, Doria foi perguntado se os incidentes violentos poderiam prejudicar as negociações para pós-2020.

“Não, porque, embora acontecimentos ruins sejam infelizes, isso também ‘ajuda’ a melhorar as coisas para o futuro”.

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