Patrocinador não renova e complica futuro de Nasr na Fórmula 1

Banco do Brasil anunciou que não vai continuar apoiando equipe na próxima temporada e diminui em 2/3 patrocínio do piloto.

Se a continuação de Felipe Nasr na Fórmula 1 já estava complicada, agora, ela ganhou um drama ainda maior. O Banco do Brasil, parceiro do piloto desde 2011 anunciou que não renovará contrato com a equipe Sauber para 2017 e também diminuirá o patrocínio do piloto consideravelmente para o próximo ano.

A informação foi dada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo GloboEsporte.com. Com o objetivo de diminuir o orçamento da do Banco por conta da crise econômica do Brasil e a desvalorização do Real, a empresa estatal decidiu rever o apoio ao piloto.

Para não deixar Nasr totalmente na mão, o Banco do Brasil decidiu apoiá-lo com cerca de 1/3 do valor que fora acordado anteriormente. Com isso, o brasiliense teria que buscar outros dois patrocínios que lhe davam o valor necessário para uma vaga na Sauber ou na Manor, equipes que ainda não confirmaram seus pilotos para a próxima temporada.

Confira a nota do Banco do Brasil na íntegra:

– O Banco do Brasil informa que condicionou a renovação do contrato de patrocínio à escuderia Sauber na F1 à entrada de outros patrocinadores, públicos ou privados, reduzindo o valor investido pelo Banco no projeto de marketing. O Banco do Brasil reconhece o talento do piloto Felipe Nasr, orgulha-se por ser o patrocinador responsável por seu ingresso na F1, mas, por restrições orçamentárias e estratégias de marketing, entende como necessário rever seu investimento na categoria neste momento.

A equipe de Felipe Nasr evitou comentar a decisão do Banco do Brasil e se limitou a dizer que segue negociando por uma vaga ao piloto.

-Está tudo sendo negociado, não tem nenhuma definição. Estamos negociando ainda com todo mundo. Por enquanto isso é tudo especulação. Logo depois do GP de Abu Dhabi podemos ter novidades. Se estamos negociando a permanência dele na F1, então não posso falar em plano B – disse Carlos Cintra Mauro, mais conhecido como Lua, responsável pelo contato com a imprensa.

É válido lembrar que com os dois pontos conquistados no GP Brasil, Felipe Nasr deu uma boa possibilidade da Sauber terminar na 10ª colocação no Mundial de Construtores, o que daria a equipe cerca de € 40 milhões. Dinheiro no qual a equipe já tinha dito que não mudaria em nada na negociação com o piloto.

  • Ernesto Antunes

    Depois da era Piquet e Senna, o Brasil passou a ser lembrado por pilotos fracos como Barriquello e Massa. Esse Nars também esta longe de se destacar.

    • Wagner Campos

      Pegue o pior carro do grid e tente se destacar.

    • cesar ferreira ramos

      pega esse carroça que o nasr segurou o alonso ,que um comentario desse nao sabe nada formula um esse rapaz tambem foi campeao f3 ingleza ingual o senna !

    • Jaime

      Camarada.. acho q vc nunca Viu uma corrida!! ainda escreve Barrichello” errado! Nem deve saber o q é GP2 onde o Nars brilhou muito!

    • Ivan

      Ernesto

      Concordo com você no ponto em que, depois dos icônicos Piquet e Senna, o Brasil passou a ter pilotos em que se acreditavam muito e acabou não correspondendo a expectativa brasileira, contudo acredito que o Barrichello só não teve uma carreira mais brilhante, pois seu companheiro de equipe era o Schumacher e a equipe Ferrari o obrigava a defende-lo nas corridas, e até como todos lembram até deixar ele ganhar como naquele GP, pois se o rubinho tivesse a oportunidade que Massa teve na Ferrari ou o que a Mercedes permite entre Hamilton e Rosberg. O Barrichello poderia em toda sua carreira ter não só um, mais vários títulos. Pois quando foi para Brawn, foi vice e não conseguiu por muito pouco.

  • Silva San

    Para quem foi dado como nome certo na Force India a poucas corridas atrás, é uma mudança e tanto. Isso mostra bem o quanto a imprensa merece credibilidade em nosso país.

  • Ryuk

    Estou vendo o Brasil completamente fora da f1 em 2017, sem piloto e fora do calendário.

  • Ricardo Achcar

    Já não se trata de piloto melhor. Trata-se de um Brasil melhor. Felipe Nasr cumpriu a parte dele investindo anos, recursos, tempo e qualidade de vida sem contar os riscos e chegou onde podia chegar por conta própria e alguma ajuda na subida final a Formula 1. Através do Banco do Brasil e dirigentes que nos representam nessa entidade financeira contribuímos todos com talvez quinze centavos cada um para que ele mal se acomodasse na categoria e tivemos de fato um fantástico resultado em tudo que fez com os meios que foram possíveis e disponibilizados neste universo mundial do esporte motor. Já os irmãos Fittipaldi que construíram um Formula 1 o Coopersucar e tiveram muito sucesso indiscutível em qualquer nível da Formula 1 e historicamente reconhecido, finalmente tiveram a sorte que parece se abater dezenas de anos depois no nosso Felipe Nasr o qual já estamos renegando através do nosso representante o Banco do Brasil. O Brasil se caracteriza como um país dotado de traição com sorriso e nós cidadãos compatibilizamos com o sorriso mas negamos a traição. Afinal, traição é daquele que trai. O sorriso fica por conta da gentileza popular bem de acordo que no final tudo é festa não importando a lama da incompetência mal sentida porque estamos dentro dela em todos os setores, latitudes e longitudes desta nação continente. Nada coloca mais à tona esses valores negativos da nossa cultura de berço do que no pico da montanha abandonar o ídolo quebrando-lhe o pedestal porque acima de tudo está a nossa absoluta segurança de que falhamos sempre. Temos a coragem de abrir a boca e gaguejar os nomes de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, estes que em nada deveram a nação porque chegaram lá com as próprias pernas e são propriedade de si mesmos. Acima de tudo a nossa ignorância abissal é incapaz de se questionar onde e como nesse país se constrói um piloto de competição? Quando no presente um piloto do Brasil surge mais de três mil são formados somente na Alemanha. O que este país oferece para a carreira de piloto de competição em qualquer nível que seja dentro do enquadramento da FIA a qual somos associados? Por isso devemos apoiar Felipe Nasr apenas com nossa torcida pelo menos. Automobilismo de competição é apenas a primeira indústria da Inglaterra. Gera milhares de oportunidades tecnológicas e desde os eventos aerodinâmicos incorporados a Formula 1 tornou-se um manancial de informação aeronáutica industrial e militar. Aqui no Brasil o automobilismo de competição é um segmento do Ministério de Educação e Cultura. O que podemos desejar mais? Podemos desejar que o Felipe Nasr tire uma carteira de piloto de competição por outra bandeira nacional. Alguém tem alguma noção do que representa o país estar alinhado num grid da Formula 1? Os dividendos apenas de imagem do Brasil aos olhos do mundo nas costas de um piloto nos representando? Tem razão o contribuinte que afirma: Nos não precisa desse tal de corrida. Nos qué scola”. E por isso em vez de fábricas de automóveis temos Montadoras e pagamos royalty em desenho de parafuso de lá importado….Daí a Embraer já acordou para montar uma fábrica lá “fora”uma vez que nos teimamos em morar “dentro”. Vem do exterior…não vem da França ou da Itália…vem do exterior. Infelicidade.