McLaren afirma que há um “preço a se pagar” caso Honda forneça a uma segunda equipe

Eric Boullier continua cauteloso sobre a Honda fornecer sua unidade de potência para uma segunda equipe na F1, e afirmou que há um “preço a pagar” para a McLaren.

A Honda retornou à F1 como fornecedora de motores em 2015, reativando a lendária parceria com a McLaren do final dos anos 80 e início dos anos 90, mas não conseguiu desfrutar de nada parecido com o que Ayrton Senna e Alain Prost fizeram nesse período.

Uma série de problemas com o design e confiabilidade da unidade de potência deixaram a McLaren “abandonada” na F1, com o seu último pódio acontecendo no início de 2014. Atualmente a equipe ocupa o último lugar no campeonato de construtores.

A Honda foi previamente impedida de fornecer para uma segunda equipe pela McLaren, mas a marca britânica esta agora aberta a ideia, com o maior benefício sendo a quantidade de dados que seria dobrada.

No entanto, Boullier permanece inseguro sobre a ideia, e gostaria de avaliar plenamente o impacto que a McLaren sofreria caso a Honda fornecesse para uma segundo equipe.

“Mais ‘times’ é melhor, mais times correndo é melhor definitivamente, (mas) há sempre um preço a pagar pois obviamente estará desviando nossos recursos para talvez construir mais motores”, disse Boullier.

“Aconteça o que acontecer, somos parceiros, então em algum momento haverá uma segunda equipe, eu acho que temos que apoiar isso.”

“Mas temos de nos certificar que isso não prejudique nossa parceria com a Honda”, acrescentou Boullier.

Existem rumores da Honda estar negociando com a Sauber para um possível fornecimento de motores em 2018, já que atualmente os suíços utilizam unidades de potência da Ferrari do ano passado.