Liberty cogita acabar com as atividades de sexta-feira

A Liberty Media, nova proprietária da Fórmula 1, está considerando a possibilidade de cancelar as sextas-feiras dos finais de semana de corrida.

Essa é a alegação do respeitado jornalista esportivo Kevin Garside, que escreveu no ‘i-newspaper’ britânico que finais de semana de dois dias seriam parte de uma reformulação mais ampla da categoria.

Um teto orçamentário para as equipes, mais GPs nos Estados Unidos e na Europa e uma prova sprint no sábado fazem parte do suposto plano da Liberty visando atrair mais audiência.

“É tudo possível de ser feito”, declarou uma fonte anônima de uma equipe da F1. “Há espaço para que algo diferente seja feito nos finais de semana de corrida”.

“Do ponto de vista das equipes, os dois dias fazem sentido, apesar de, no momento, os contratos com os promotores asseguram carros na pista nos três dias, então qualquer alteração precisaria levar isso em conta”.

Entretanto, já existe oposição contra a ideia do teto orçamentário da Liberty, com o limite inicial estabelecido em cerca de 150 milhões de euros. As equipes grandes afirmam que seria impossível de policiar.

Mas Franz Tost, chefe da Toro Rosso, insiste: “Isso é besteira. Na Toro Rosso, eu sei quanto custa cada parafuso”, disse ele ao jornal ‘Tiroler Tageszeitung’.

“Se alguém se recusasse a mostrar suas despesas com uma parte, a FIA poderia simplesmente estabelecer o preço como o dobro da média das outras equipes. Você veria que as faturas iriam fluir”, acrescentou Tost.

Porém, Tost discorda da Liberty quanto à necessidade de mais etapas europeias na F1, com o histórico GP da França retornando ao calendário em 2018 após uma ausência de uma década.

“Sei que estou falando contra os meus colegas, mas outros destinos são necessários. Temos de ir para a África do Sul, precisamos de mais corridas nos EUA e deveríamos visitar Argentina e Índia. Para mim, há GPs demais na Europa”.