Fórmula 1 avalia mudanças no grid de largada: “Houve um tempo que eram quatro na primeira fila”

Os “chefões” da Fórmula 1 estão avaliando mudanças na forma como o grid de largada será alinhado para os grandes prêmios no futuro, de acordo com Pat Symonds.

O ex-técnico da Williams, Symonds, juntou-se à equipe de especialistas que trabalham para o novo chefe esportivo da F1, Ross Brawn, no ano passado, e foi convidado para ajudar na definição do caminho que a F1 irá seguir.

Falando na conferência da ‘MIA Entertainment & Energy-Efficient Motorsport, Symonds disse que a F1 está testando possíveis mudanças no regulamento e usará o mundo virtual dos eSports para avaliar a eficácia.

“Estamos interessados em usar ambientes virtuais para testar alguns desses regulamentos”, disse Symonds. “O que podemos fazer então é olhar para as estatísticas.

“Isso lhe dá a chance de fazer coisas que você não pode simular de maneira fácil.

“Eu lhe darei um exemplo de algo sobre o qual pensamos neste ano.

“Por vários anos, o grid de largada da F1 tem sido em uma formação escalonada.

“Nós sabemos que um de nossos problemas é que colocamos o carro mais rápido na frente do grid e não só fazemos isso, também os separamos.

“Não costumava ser assim, houve um tempo em que os carros começavam dois a dois, houve um tempo em que – temos uma foto na nossa sala de reunião em Londres, onde acredito que seja Monza – haviam quatro carros na primeira fila.

Grid da F1 com quatro carros na primeira fila
Grid da F1 com quatro carros na primeira fila – Silverstone 1950

“O que aconteceria se fizéssemos isso novamente? Não é o tipo de coisa que você pode simular facilmente.

“Nós podemos ir ao nosso grupo de esport e dizer ‘olhe caras, vamos mudar o grid, vamos fazer 20 corridas testes”.

“Elas não precisam ser corridas de 300 km. Estamos interessados nas três primeiras voltas. Então, veremos o que acontece.

“Nos vamos ter uma primeira volta muito mais emocionante ou vamos ter uma batida enorme na primeira curva?

“Ao fazer isso, e analisar as estatísticas, podemos começar a entender essas coisas.”

Symonds citou o “alvoroço” do começo de 2016, quando o formato de qualificação foi alterado apenas para voltar ao que era ser quase imediatamente após as críticas dos fãs e o do paddock.

“Alguns podem lembrar que anos atrás, alguém que não está envolvido na F1 decidiu que seria uma boa ideia mudar o processo de qualificação e caprichosamente fez”, disse ele.

“Não houve simulações.

“Algumas pessoas com um ‘QI’ se depararam com a situação e decidiram o que seria um desastre e, com certeza, foi um desastre, mas, no entanto, seguiu em frente, e foi ainda mais desastroso.

“Como isso aconteceu? Não podemos deixar isso acontecer novamente.”