Com possível extensão do calendário para 2019, chefes alertam Liberty sobre “mercado saturado”

As equipes de Fórmula 1 alertaram a Liberty media sobre o “mercado saturado”, já que os proprietários da F1 consideram novas corridas e a expansão do número de etapas do calendário.

Nesta temporada serão 21 grandes prêmios, incluindo a primeira rodada tripla, com Miami esperado para se juntar à programação em 2019.

Mas com a Liberty também propondo um teto orçamentário, que acredita-se estar em torno dos 150 milhões de euros, os chefes das equipes acreditam que realmente precisarão gastar ainda mais dinheiro do que gastam principalmente com seus funcionários.

“Você precisa pensar na logística de pessoal que envolverá isso”, disse Robert Fernley, da Force India.

“vinte corridas, estamos muito no limite do que podemos fazer com o pessoal, o deslocamento do pessoal em particular.

“Então, uma vez que você tenha ainda mais deslocamentos, ocasionalmente podemos ir para 21 e depois voltar para 19 (corridas) e podemos lidar com isso, mas uma vez que você tenha uma quantidade de corridas além de 20, vamos ter que trazer equipes rotativas e haverá um custo enorme para isso e essas são as coisas que temos que pensar, então é preciso apenas dar uma olhada em como faremos isso logisticamente.

“É bem possível que do ponto de vista do espetáculo, mas fatalmente vai mudar a forma como nós, como equipe, operamos.”

Este é um sentimento compartilhado pela vice-chefe da Williams, Claire Williams, que acrescentou após duas corridas consideradas “chatas” por parte dos críticos e fãs, que a F1 também corre o risco de “saturar” ainda mais a marca.

“Do ponto de vista humano, é difícil para os nossos colegas que estão tendo que passar muito tempo longe de casa”, disse ela.

“Talvez construindo o calendário, começando mais cedo e terminando mais tarde dará mais pausas, mas na verdade tira o tempo que temos para construir nosso carros durante o inverno, mas também para os caras passarem seus bons momentos em casa com suas famílias durante o inverno.

“Do ponto de vista puramente esportivo dos fãs, pode se tornar um mercado saturado, mas ótimo se tivermos mais corridas se pudermos ir para novos mercados, particularmente a América, eu acho que seria crucial para o nosso esporte, mas se quisermos fazermos isso tem que fazer sentido financeiramente e essas corridas deverão acontecer porque a conta está sendo paga (no sentido de “a conta está fechada”).

“Eu não vejo o por que das equipes participarem de novas corridas por nada e, em seguida, o teto orçamentário irá cair ainda mais e isso está aumentando cada vez mais os custos das equipes, e isso não pode acontecer.”