Chefes querem o fim do atual sistema de treino classificatório

Os principais chefes de equipes da F1 concordaram que é hora de abandonar a classificação por eliminação, e esperam que um acordo possa ser feito para voltar ao formato de 2015 para a próxima corrida na China.

As equipes devem se reunir com Bernie Ecclestone e Jean Todt – que não estavam presentes na reunião de domingo em Melbourne, onde foi decidido abandonar a eliminação – para discutir o futuro da fase de classificação.

A segunda tentativa hoje da eliminação foi amplamente considerada como sendo ainda mais decepcionante do que a primeira em Melbourne.

“Não acho que houve qualquer grande surpresa no que vimos”, disse Christian Horner, da Red Bull, após a sessão. “Há muita ênfase no início das sessões, e elas simplesmente definham e você acaba queimando todos os seus pneus e não tem o direito de reclamar”.

“Nós precisamos ter uma discussão sensata sobre isso. Vamos ver o que acontece depois das discussões de amanhã, porque não podemos continuar com este sistema”.

“Foi terrível”, disse Toto Wolff, da Mercedes. “Temos todas as informações, tivemos uma discussão, Paddy (Lowe) e eu para entender por que os pilotos estavam saindo do carro quando poderiam continuar”.

“Precisamos de simplificar e não complicar as coisas. Nós temos uma responsabilidade para com os espectadores, e não cumprimos com essa responsabilidade recentemente”.

Claire Williams disse que a falta de pneus foi o principal problema.

“O grande problema é que não temos pneus suficientes para suportar este sistema, e isso causou a sua queda”, disse ela. “Se este problema não puder ser resolvido, então temos que consertar o próprio sistema. Houve muitos momentos em que vimos pilotos serem eliminados quando estavam nos boxes, porque não tinham pneus, e não havia carros na pista”.

“Enviamos nossos pilotos para a pista, porque tínhamos um conjunto de reserva de super macios e não havia ninguém no circuito na última parte do Q2, e se não fosse por isso, teríamos quatro minutos sem nenhum carro rodando. Acho que precisamos corrigir isso”.