Red Bull: Há muito em jogo para desistir da Fórmula 1

Dietrich Mateschitz decidiu que havia “muito em jogo” se decidisse retirar suas equipes da Fórmula 1, de acordo com o chefe da Red Bull, Christian Horner. O dono da fabricante de bebidas energéticas ameaçava sair caso não resolvesse a situação de motores de seus carros.

A Red Bull já anunciou que terá um motor no próximo ano, que deverá ser o mesmo atual, da Renault. A Toro Rosso passará a contar com os motores Ferrari de especificação do ano anterior.

“Não é nenhum segredo que durante as férias Dietrich Mateschitz ficou bastante desiludido com a F1, com a direção em que as coisas estavam indo e certas conversas que ele teve pessoalmente que não se concretizaram”, disse Horner, referindo-se às negociações infrutíferas para a Red Bull ter os motores Mercedes.

“Ele é provavelmente o torcedor mais comprometido da F1 dos últimos 10 anos: duas grandes equipes, um GP no calendário (Áustria), a quantidade de promoção em todo o mundo, investindo em jovens talentos através do programa de jovens pilotos da Red Bull, mais de 1.500 funcionários em diferentes mercados”, explicou.

“Para a Red Bull, é parte importante de seu orçamento promocional passar que está comprometida com a F1. Tendo sentado e pensado sobre isso, ele decidiu que há muita coisa em jogo. A Red Bull investiu muito no esporte, ele quer ver a equipe voltar à sua antiga glória. Temos alguns desafios pela frente para conseguir isso com a constituição atual da performance”, prosseguiu o dirigente.

Horner alertou que a Red Bull passará por uma difícil “transição” em 2016 com a Renault e acredita que suas esperanças a longo prazo dependem de esforços da FIA para reduzir os custos dos motores.

“É uma situação difícil, se você não está alinhado a uma unidade de potência competitiva”, comentou ele. “As mudanças que Jean Todt e o promotor estão buscando para alcançar uma unidade de potência mais acessível só pode ser um fator positivo para qualquer equipe independente, não apenas a Red Bull”, concluiu ele.