Williams afirma que as medições da FIA estão erradas

A Williams diz que não tem ideia do motivo pelo qual as leituras da FIA de temperatura dos pneus no carro de Felipe Massa mostraram que eles estavam tão quentes, depois de revelar que seus próprios sensores mostravam que o piloto estava confortavelmente dentro dos limites.

Massa foi excluído da oitava posição no GP do Brasil depois de a FIA descobrir que seu pneu traseiro direito estava 27°C acima do limite permitido.

O chefe de performance da Williams, Rob Smedley, disse para o jornalista Jonathan Noble, do site americano ‘Motorsport.com’, que a equipe estava surpresa com a leitura do sensor infravermelho de temperatura da FIA mostrou que o pneu estava a 137°C, porque seus próprios dados sugerem que o pneu estava a 107°C.

“Nós temos dois sensores independentes, o primeiro é o que vai dentro do cobertor do pneu e nos diz qual é a temperatura da superfície do pneu, e este mostra que sempre estivemos dentro do regulamento”, explicou Smedley, que confirmou que a equipe apelou sobre a desclassificação do piloto brasileiro.

“De fato, na última vez que fizemos a leitura, quando tiramos os cobertores no grid, o pneu estava a cerca de 104°C”.

“O próximo sensor independente nós temos da telemetria do carro. Ele mostra que a temperatura do pneu traseiro direito no carro do Massa estava a 107°C. Então temos dois sensores independentes, eles ambos dizem que estávamos dentro do regulamento e nós temos dados para apoiar isto”.

“Em adição a isto, nós temos uma correlação independente dos nossos sensores de temperatura dos cobertores e sensores de temperatura do carro para os sensores da FIA, que a Pirelli nos fez depois de toda aquela confusão com a Mercedes na Itália”.

“Além disto, nós também compramos exatamente o mesmo sensor que a FIA usa e fazemos checagens randômicas durante o fim de semana para assegurar que isto não aconteça”.

“Para nós é importante entendermos de onde veio o problema, mas nós temos três sensores independentes e nenhum deles mostrou nada parecido com a medição da FIA no grid”.

Smedley também deixou claro que não houve nenhum aumento de pressão fora do comum no pneu, que poderia ter acontecido se o pneu estivesse 27°C acima do que pensaram que estava.

“Se estivesse 27°C acima, nós veríamos isto. Você está falando de provavelmente 2.4 a 3 psi acima, mas a checagem que o engenheiro fez no grid estava inteiramente normal. Com um pneu mais quente, os engenheiros teriam visto uma pressão muito mais alta do que tivemos durante todo o fim de semana”.

Quando questionado por que, se todos os dados da equipe mostram um resultado dentro dos limites, a leitura da FIA foi tão diferente, ele respondeu: “Não faço ideia. É por isto que estamos apelando da punição”.

“Não houve mais nenhuma explicação. Eles explicaram para nós que isto é apenas uma referência que nós temos, porque a medição da FIA é a única que conta. As outras três servem para nosso controle”, concluiu.