Ferrari e Red Bull cogitaram trazer motor Alfa Romeo para a Fórmula 1

Ferrari e Red Bull discutiram a ideia de trazer o nome Alfa Romeo de volta à Fórmula 1 durante os debates sobre um acordo para fornecimento de motores para 2016, que foram agora abortados, segundo o site norte-americano ‘Motorsport.com’.

Depois da Red Bull ter falhado em sua tentativa de convencer a Mercedes a lhe fornececer motores para o próximo ano, a equipe sediada em Milton Keynes abriu discussões com a Ferrari. Os italianos também não quiseram ceder a última geração de seus propulsores, mas outras ideias foram debatidas.

Fontes revelaram que a ideia era de que Ferrari e Red Bull criariam uma parceria de engenharia para trabalharem juntas em um motor para 2016. O ponto de partida seria a atual unidade de potência da Ferrari, mas a parceria deveria poder usar todas os 32 ‘tokens’ de desenvolvimento disponíveis para cada fabricante na categoria.

Para superar a questão das fabricantes não poderem contar com especificações totalmente diferentes de motores homologados, surgiu a chance de utilizar a marca Alfa Romeo. No entanto, as discussões falharam devido a uma vasta gama de fatores.

Começava com a Red Bull ter dificuldades para financiar um programa de desenvolvimento tão caro. Questões sobre direitos de propriedade intelectual e a o medo da nova unidade de potência nunca poder ultrapassar a mais recente especificação da Ferrari também surgiram na mesa.

Há também complicações envolvendo as regras de homologação da FIA, que declara explicitamente: “Um fabricante pode homologar não mais do que uma especificação de unidade de potência”.

Tendo abandonado a negociação com a Ferrari, a Red Bull tentou chegar a um acordo com a Honda, mas a McLaren exerceu seu poder de veto, e agora a equipe austríaca estaria restaurando a sua relação com a Renault, que pode resultar num motor usando a marca Infiniti, patrocinadora principal da equipe austríaca.