Presidente da Ferrari rotula ideia de limitar o preço dos motores como ‘obscena’

O presidente da Ferrari Sergio Marchionne rotulou as tentativas de Bernie Ecclestone e Jean Todt em impor limites de custo nos motores como “obscenas”.

Apesar da maioria das equipes votarem a favor da ideia de limites nos preços dos atuais motores de cliente em 12 milhões de euros, o assunto teve de ser abandonado depois que a Ferrari exerceu seu direito de veto.

A decisão da Ferrari deixou o presidente da FIA frustrado, mas Marchionne rebateu a ideia da entidade se envolver nas finanças das equipes.

“Pensar que a FIA e a FOM podem passar para a fabricante de motores a obrigação e a responsabilidade financeira em financiar seus motores para outras equipes, considero ser um conceito obsceno”, disse Marchionne.

Marchionne acha errado qualquer um sugerir que cabe às fabricantes ajudarem a garantir que as equipes menores no grid possam sobreviver.

“Se alguém soubesse dos custos envolvidos no desenvolvimento, os preços que falam não cobrem sequer as velas de ignição. Isso está fora de qualquer lógica industrial e empresarial”.

No entanto, apesar de estar convencido de que a responsabilidade por uma solução não deve ser suportada pelas fabricantes, ele acredita que algum tipo de compromisso para manter todas as partes satisfeitas deve estar pronta dentro dos próximos dois anos.

“É importante para 2017?, disse ele. “Para 2016, tudo foi praticamente acertado. O importante agora é acertar com 2017?.